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Senado discute proposta que fixa 40h semanais (5x2); texto, aprovado na Câmara e na CCJ, vai a dois turnos em plenário durante o 2º turno eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, nesta terça-feira (6), o fim da escala de trabalho 6x1 e pediu que a redução da jornada "saia do papel". Em publicação nas redes sociais, ele afirmou defender cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, sem redução salarial.
Lula criticou o adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se posicionou contra a proposta nos moldes discutidos no Congresso. "Já Flávio Bolsonaro é contra. Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar. A comida? A luz? O aluguel? Quem vive de salário sabe que isso não é escolha", afirmou o presidente.
A proposta em tramitação no Congresso estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. O texto foi aprovado pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e começou a ser debatido nesta terça-feira pelo plenário do Senado; ainda precisa ser votado em dois turnos no plenário.
"O que defendemos são 5 dias de trabalho e 2 dias de folga por semana, sem redução de salário. Porque o trabalhador e a trabalhadora querem melhorar de vida, mas também querem tempo para viver, descansar, cuidar da saúde e estar com a família", disse Lula ao defender a mudança.
Flávio Bolsonaro tem defendido um modelo diferente: jornada flexível negociada entre empregado e empregador, que poderia prever ajuste salarial caso haja redução de carga horária. Em agosto, em encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ele afirmou que a solução ideal é permitir que o trabalhador escolha a própria carga horária.
Ao comentar o tema nesta terça, Flávio citou como exemplo mães que não conseguem cumprir uma jornada de oito horas por dia por falta de quem cuide dos filhos. Em seu projeto, essas trabalhadoras poderiam definir jornadas compatíveis com suas necessidades e teriam acesso a um voucher para custear creche privada quando não houver vaga na rede pública.
A discussão sobre o fim da escala 6x1 ocorre em meio ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, em que Lula e Flávio se enfrentam. No primeiro turno, os percentuais obtidos pelos dois candidatos foram os seguintes:
| Candidato | Percentual dos votos válidos |
|---|---|
| Flávio Bolsonaro | 47,03% |
| Luiz Inácio Lula da Silva | 45,16% |
A iniciativa já provocou divergências entre as campanhas. Em agosto, a coordenação do PL tentou adiar a votação da proposta durante o período eleitoral, argumentando que uma mudança dessa magnitude exigiria debate mais aprofundado e análise após as eleições. O tema segue em discussão no Senado, com expectativa de novas votações no plenário.
Fonte das informações: g1.globo.com
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