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  • 12 Oct, 2026

Ministério pediu à PF investigar ameaças de morte e estupro contra Ana Elisa, que desativou a conta após ataques a cada dois minutos; solicitou ação a X e Meta.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à Polícia Federal, na sexta-feira (9), a abertura de um inquérito para apurar ameaças de morte e estupro dirigidas à deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT).

Ana Elisa desativa conta no X após ameaças de morte

Ana Elisa desativa conta no X após ameaças de morte — vídeo publicado no Globoplay.

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O pedido foi enviado ao diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, após a parlamentar relatar novos ataques em redes sociais e desativar sua conta na plataforma X. No documento, a pasta registra a afirmação de Ana Elisa de que vinha recebendo uma ameaça a cada dois minutos.

O Ministério pediu ainda que a PF adote providências junto ao X e à Meta para interromper as práticas denunciadas e identificar os responsáveis.

A deputada eleita, de 21 anos, informou em vídeo no Instagram que os ataques se intensificaram, ocorrendo com frequência de cerca de uma ameaça a cada dois minutos. Ela afirmou acreditar que “ninguém mereça sofrer ameaça de morte por estar politicamente engajado e tentando defender o que acha melhor para o país”.

O ofício à Polícia Federal foi assinado pela secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila Santana de Carvalho. Em nota, a secretária afirmou haver “indícios fortes de uma rede para além das fronteiras de Minas Gerais” atuando para silenciar a parlamentar e ressaltou a necessidade de responsabilização de quem coloca a vida dela em perigo.

Ana Elisa já havia registrado denúncia na Polícia Civil por ameaças de morte e estupro recebidas durante a campanha. A investigação já estava em andamento, segundo a corporação. Um dos e‑mails recebidos pela deputada, datado de 5 de setembro, vinha de um autor que se identificou como integrante de um grupo supremacista branco, citou dados pessoais dela e ameaçou familiares.

Segundo o Ministério da Justiça, crimes cometidos pela internet com conteúdo misógino podem ser investigados na esfera federal. No ofício à PF, a pasta aponta que, no caso de Ana Elisa, há em tese crime de ameaça motivada pela atuação política da vítima e pede investigação e responsabilização dos autores.

Fonte da imagem: Reprodução/Instagram

Fonte das informações: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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