Justiça Eleitoral suspende anotação do DC em Porto Velho por omissão de 2020
Justiça Eleitoral suspendeu a anotação do órgão municipal do Partido DC em Porto Velho enquanto permanecer a omissão na prestação de contas relativas a 2020.
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Rondônia enfrenta alta nos preços do metro quadrado, alcançando R$ 2.121,00. O cenário dificulta a aquisição de imóveis e pressiona o mercado, especialmente para famílias de baixa renda.
Adquirir um imóvel em Rondônia tornou-se um desafio para muitas famílias, devido ao elevado custo dos imóveis no estado. Dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), referentes a abril de 2025, indicam que Rondônia possui o segundo maior preço do metro quadrado do Brasil, com uma média de R$ 2.121,00. Apenas Acre e Santa Catarina apresentam preços superiores, sendo R$ 2.196,00 e R$ 2.202,00, respectivamente.
Esse cenário de altas nos preços pressiona o mercado imobiliário, afetando a capacidade de construção, reforma e compra de imóveis, especialmente para a população de baixa renda.
Atualmente, o custo do metro quadrado da construção em Rondônia está avaliado em R$ 1.810,25, conforme dados do SINAPI, uma colaboração entre o IBGE e a Caixa Econômica Federal. Desse montante, R$ 1.043,45 correspondem aos materiais e R$ 766,80 à mão de obra.
A mão de obra tem demonstrado um aumento constante, com uma variação mensal de 0,36% em abril, significando um aumento em comparação a fevereiro, que registrou 0,14%. Nos últimos 12 meses, a elevação chega a 6,04%, pressionando ainda mais o custo final do metro quadrado.
O aumento no custo da construção foi uma tendência observada em todas as regiões do país. A maior variação mensal foi notada no Sul, com 0,43%, seguida pelo Norte (0,42%), Nordeste (0,35%), Sudeste (0,34%) e Centro-Oeste (0,24%). O Acre liderou as taxas mensais, com um aumento expressivo de 4,11%.
Com o aumento de custos e ritmo acelerado de elevações nos insumos, empreendedores em Rondônia têm abordado novos projetos com cautela. Para aqueles que desejam construir ou adquirir um imóvel, a situação é de dificuldade: imóveis populares tornam-se mais caros e as parcelas se estendem, distanciando o sonho da casa própria.
Apesar do crescimento econômico em algumas regiões, como na conexão entre Porto Velho e Ariquemes e Vilhena e Cacoal, o setor imobiliário enfrenta dificuldades para manter a oferta sem aumentar continuamente os preços ao consumidor.
Especialistas apontam que se os custos continuarem a aumentar, o metro quadrado pode alcançar novos recordes ainda em 2025, acentuando a percepção de que conseguir um imóvel em Rondônia é um privilégio poucos podem ter. De acordo com o IBGE, aproximadamente 20% da população reside de aluguel, e a aspiração por uma casa própria se torna cada vez mais distante, dada a atual realidade de preços.
Famílias aguardam por políticas habitacionais mais eficazes e programas que possam mitigar o impacto da inflação no setor de construção civil, um desafio que se torna mais pronunciado mês após mês.
Fonte das informações: SINAPI, IBGE
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