Menina de 12 anos tem cirurgia de escoliose paga pelo Governo de Rondonia
Após decisão judicial, Governo de Rondônia pagou R$250 mil por cirurgia que corrigiu 99% da escoliose de menina de 12 anos; operação durou quase 10h.
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Advogados alegam falta de tempo para despachos com ministros e pedem novo prazo para julgamento do PAD que avalia afastamento definitivo por denúncias de assédio
A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi pediu o adiamento do julgamento do processo administrativo disciplinar (PAD) marcado para quinta-feira, 6 de agosto de 2026, no plenário do STJ. A sessão, que será presencial e fechada ao público, pode resultar no afastamento definitivo do ministro.
Buzzi está afastado do cargo desde fevereiro de 2026, quando as denúncias foram divulgadas. Desde então aguarda a conclusão do procedimento administrativo.
Os advogados afirmam que não houve tempo suficiente para realizar despachos com todos os ministros que participarão do julgamento, em razão da concentração de retorno dos magistrados após o recesso de julho. Por isso, solicitaram a remarcação da sessão para a semana seguinte ou para outra data que permita à defesa apresentar seus argumentos a cada integrante do colegiado. O pedido foi encaminhado ao presidente do STJ, ministro Herman Benjamin.
Pesam contra Buzzi acusações apresentadas por duas mulheres:
Em paralelo ao PAD no STJ, Buzzi é investigado em dois inquéritos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF): um por suspeita de importunação sexual, relacionado às mesmas ocorrências, e outro que apura possível envolvimento em um esquema de venda de sentenças.
A advogada do ministro, Maria Fernanda Saad Ávila, contestou as acusações, apontou contradições nos depoimentos das testemunhas de acusação e afirmou que Buzzi não teria ficado sozinho no gabinete com a ex-funcionária. Sobre o episódio no litoral de Santa Catarina, a defesa disse que o ministro tem dificuldades de locomoção e que a jovem o teria auxiliado a sair do mar.
O andamento do PAD e a decisão sobre eventual adiamento do julgamento agora dependem do presidente do STJ e da deliberação dos ministros que compõem o plenário.
Fonte da imagem: José Alberto/STJ
Fonte das informações: Superior Tribunal de Justiça; defesa do ministro; Supremo Tribunal Federal
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