Decreto obriga atendimento humano nos SACs entre 8h e 20h
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UE diz que Temu não entregou dados sobre gestão, tecnologia e registros durante ação em Dublin; falta de cooperação pode gerar multa de até 1% do faturamento.
A Comissão Europeia anunciou nesta sexta-feira (31) que a plataforma chinesa de comércio eletrônico Temu não colaborou com uma investigação sobre possíveis subsídios que poderiam ter conferido à empresa vantagem competitiva no mercado europeu.
A apuração ocorre sob o Regulamento de Subsídios Estrangeiros da União Europeia, regra criada para identificar se empresas de fora do bloco receberam apoio estatal capaz de distorcer a concorrência. A Comissão afirma que, durante uma operação realizada em dezembro na sede europeia da Temu, em Dublin (Irlanda), foram solicitados documentos e informações que não teriam sido fornecidos.
Segundo o órgão, os pedidos incluíam dados sobre a organização e gestão das operações da Temu na Europa, ferramentas e sistemas tecnológicos e registros relacionados às atividades da empresa no bloco. A falta de colaboração pode resultar em multa de até 1% do faturamento anual total da companhia.
A Temu rejeitou as acusações e afirmou que tem cooperado com as autoridades. Em nota, a empresa disse discordar das alegações de que recebeu subsídios estrangeiros que distorçam a concorrência e afirmou que gera fluxos de caixa suficientes a partir de suas próprias operações para financiar suas atividades na União Europeia.
A investigação ocorre em meio a uma intensificação do escrutínio do bloco sobre plataformas chinesas de comércio eletrônico, como Shein e AliExpress. Entre as medidas recentes da União Europeia está a cobrança de uma taxa de 3 euros sobre pequenas encomendas importadas da China, aplicada a partir de 1º de julho.
Em maio, a Comissão Europeia aplicou à Temu uma multa de 200 milhões de euros por considerar que a plataforma não fez o suficiente para impedir a venda de produtos ilegais em seu marketplace, o que reforça o contexto regulatório mais rigoroso enfrentado pelo setor.
Fonte da imagem: Reuters
Fonte das informações: G1
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