Casal de Porto Velho morre em colisão na BR 364 em Pedra Preta MT
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Cerca de 7 mil alunos do MedTec em Rondônia estão sem aulas há mais de uma semana após suspensão contratual; ribeirinhos, indígenas e quilombolas mais afetados.
Cerca de 7 mil estudantes da rede pública estadual de Rondônia estão sem aulas há mais de uma semana. A interrupção atinge principalmente alunos de áreas rurais, ribeirinhas, terras indígenas e comunidades quilombolas que dependem do Programa de Mediação Tecnológica para cursar o Ensino Médio.
A paralisação começou após a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) suspender o contrato com a empresa responsável pela operação tecnológica do programa. A decisão foi tomada poucos dias antes de uma viagem internacional do secretário de Educação, Massud Badra.
Pais, alunos e profissionais da educação cobram providências urgentes, preocupados com prejuízos ao calendário letivo e com o impacto nas provas de seleção, como os vestibulares e o Enem.
O Programa de Ensino Médio com Mediação Tecnológica (MedTec) foi criado para garantir acesso à educação em regiões de difícil alcance. O modelo é híbrido: videoaulas produzidas e transmitidas por professores habilitados a partir de estúdios, com acompanhamento presencial de um professor mediador nas escolas locais.
Especialistas e docentes apontam que a paralisação expõe problemas estruturais antigos do programa, implantado em 2016. Relatos e auditorias indicam que, depois do rompimento do convênio entre a Seduc e o Instituto Federal de Rondônia (IFRO) em 2019, as aulas ao vivo via satélite foram substituídas por gravações distribuídas em pen drives ou discos externos.
Essa mudança, muitas vezes chamada de "pedagogia do pen drive", agravou a exclusão digital: escolas sem acesso à internet e com equipamentos defasados tornaram praticamente inexistente a interação entre alunos e professores que gravam as aulas na capital.
Para tentar resolver dúvidas dos estudantes, professores presenciais — nem sempre com formação nas disciplinas exatas — passaram a utilizar grupos improvisados por aplicativos de mensagem, prática apelidada informalmente de "chatzap".
O governo justificou inicialmente a adoção do modelo pela redução de custos com folha de pagamento. Documentos e contratos indicam diferentes valores e repasses ao longo dos anos: previsões de investimento comparativas, convênios firmados com o IFRO, pagamentos para transmissão via satélite e contratações de empresas para operar estúdios e produzir conteúdo. Também foram feitos investimentos pontuais em infraestrutura, incluindo compras para salas que atendem o programa.
A Seduc, em nota, negou relação entre a suspensão do serviço e a viagem do secretário, afirmando que a missão internacional tratou de intercâmbio educacional e que o titular já retornou. O órgão declarou ainda que o contrato vigente era emergencial, herdado da gestão anterior, e que precisa ser revisto para adequar valores e condições de prestação do serviço.
Segundo a secretaria, ajustes administrativos estão em curso para restabelecer as transmissões com segurança jurídica e para repor os conteúdos, com o objetivo de minimizar prejuízos aos estudantes.
Fonte da imagem: Reprodução de Assessoria
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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