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  • 18 Oct, 2026

Dados da PM (2022–2025): 582 de 2.845 veículos recuperados tinham identificação adulterada; 154 apreendidos só em 2025 e 39,3% dos casos em 2023.

Em Porto Velho, um em cada cinco veículos recuperados após furto ou roubo entre 2022 e 2025 apresentava sinais de clonagem, segundo dados da Polícia Militar. Do total de 2.845 apreensões no período, 582 envolveram clonagem veicular, ou cerca de 20,5%.

Tecnologia ajuda a recuperar veículos clonados em Porto Velho

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Apenas em 2025 foram apreendidos 154 veículos clonados na capital. O ano de 2023 concentrou a maior parte dos casos daquele intervalo, respondendo por 39,3% do total, enquanto 2024 teve retração e representou 14,1% das apreensões por clonagem.

A tabela abaixo resume a distribuição anual das apreensões por clonagem entre 2022 e 2025, segundo os registros da Polícia Militar.

AnoVeículos apreendidos por clonagemPercentual do total (2022–2025)
202211720,1%
202322939,3%
20248214,1%
202515426,5%

Segundo o delegado Alessandro Bernardino Morey, titular da Delegacia Especializada em Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), a clonagem costuma ocorrer depois do furto ou roubo original. Criminosos adulteram placa, chassi, motor ou outros sinais identificadores para ocultar a origem do veículo e facilitar circulação, venda ou uso em outros crimes.

Na lei, a prática é tipificada como "adulteração de sinais identificadores de veículo automotor". Morey alerta que termos populares como "clonagem" e "dublê" são usados para explicar o crime ao público, mas os números oficiais podem subestimar a ocorrência real quando o veículo adulterado é registrado no sistema pelo crime-fim — por exemplo, se for usado em um homicídio.

Autoridades informam que muitos veículos subtraídos, especialmente caminhonetes, são escoados para a Bolívia por rotas que passam por Guajará-Mirim e Nova Mamoré. Na fronteira, esses carros costumam ser trocados por drogas e armas, servindo como moeda para financiar organizações criminosas.

Os criminosos empregam técnicas de adulteração cada vez mais sofisticadas, em alguns casos perceptíveis apenas com perícia técnica. No mercado interno, motocicletas e carros adulterados são frequentemente oferecidos em plataformas de venda por valores muito abaixo da tabela, atraindo compradores desavisados.

A Polícia Militar orienta potenciais compradores a desconfiar de preços muito baixos, exigir ver o veículo pessoalmente e realizar vistoria cautelar antes de concluir qualquer negócio, para evitar responder pelo crime de receptação.

Para reduzir o risco de furtos que levam à clonagem, a polícia recomenda medidas práticas de segurança:

  • Conferir fisicamente se o veículo travou (puxando a maçaneta) para detectar o uso de bloqueadores de sinal;
  • Não deixar a chave reserva dentro do carro, como no manual do proprietário;
  • Evitar deixar motocicletas estacionadas com a chave na ignição, mesmo por poucos minutos;
  • Quando possível, instalar rastreador e contratar seguro veicular.

Casos recentes na capital ilustram a variedade de ocorrências: em abril a PM recuperou um carro clonado, e em maio uma mulher foi presa por suspeita de receptação ao ser flagrada conduzindo uma motocicleta adulterada.

Fonte das informações: G1

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