BC aponta 6 bilhoes em recursos esquecidos e TCU investiga
BC identifica R$5,79 bi esquecidos; R$5,7 bi foram ao FGO para o Desenrola 2.0; TCU investiga uso fora do orçamento. Consultas pelo sistema do BC.
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Após o colapso de uma geleira que deixou centenas mortos, o garoto de 8 anos, ferido e resgatado por helicóptero foi localizado em hospital e reencontrou a mãe.
O menino Zoyal Ghale, de 8 anos, reencontrou a mãe nesta sexta-feira (28) após sobreviver às enchentes que devastaram o norte do Nepal. Resgatado com uma perna quebrada e ferimentos no rosto, ele estava internado em um hospital de Katmandu.
O desastre aconteceu na quarta-feira (26), quando parte de uma geleira próxima ao pico Langtang Lirung desabou, provocando um deslizamento de rocha, gelo e lama que arrastou comunidades inteiras. A mãe de Zoyal, Matti Maya Tamang, de 28 anos, passou dias vasculhando abrigos e pontos de coleta em busca dos filhos até ser informada de que o filho mais velho havia sido localizado.
Segundo relatos do menino, ele e um colega estavam na escola quando a enchente atingiu o local. Para escapar da correnteza, correu para uma área de floresta e subiu em árvores até ser resgatado. Policiais que participaram do atendimento deram-lhe duas notas de 10 rúpias para convencê‑lo a ir ao hospital; depois ele foi transferido de helicóptero para Katmandu.
Uma equipe de reportagem localizou Zoyal em um hospital no distrito de Nuwakot e deixou um contato para a família. A mãe, que já havia passado dias acreditando que ambos os filhos haviam morrido, recebeu a informação e viajou até a capital, onde ocorreu o reencontro. Tamang também conseguiu localizar o filho mais novo com vida.
“Já tinha aceitado que meus dois filhos não estavam mais entre nós. Tudo o que eu podia fazer era chorar”, disse a mãe, lembrando o desespero até saber que pelo menos um dos meninos estava vivo.
O pai de Zoyal trabalha na construção civil no Japão e também seguia a caminho do hospital. Com as linhas de ônibus suspensas pela destruição das estradas, uma jornalista ajudou a providenciar transporte para que a mãe chegasse a Katmandu.
As autoridades ainda trabalham no resgate e na identificação das vítimas. Até o momento foram registradas dezenas de mortes e milhares de pessoas deslocadas e desaparecidas nas áreas afetadas do Nepal e do Tibete.
Os órgãos humanitários alertam para o impacto sobre crianças e famílias nas regiões montanhosas aos arredores da capital, onde escolas e infraestrutura foram parcialmente ou totalmente destruídas pelas correntes de água e detritos.
Dados consolidados sobre o desastre:
| Item | Número |
|---|---|
| Pessoas mortas (mínimo) | 580 |
| Desaparecidas (estimativa) | cerca de 2.500 |
| Crianças afetadas (distritos próximos a Katmandu) | pelo menos 17.000 |
Equipes de socorro continuam as operações nos distritos de Rasuwa, Nuwakot e Dhading, e agências internacionais, incluindo o setor humanitário da ONU, trabalham com o governo local para identificar, registrar e reunir crianças separadas de suas famílias.
Em meio à reconstrução das rotas de acesso e à busca por desaparecidos, famílias como a de Tamang tentam retomar uma rotina mínima após o trauma: “Depois que encontrei o mais velho, senti que minha vida tinha voltado”, afirmou.
Fonte da imagem: Ranup Shrestha
Fonte das informações: reportagem local e agências
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