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Moscou emitiu mandado internacional contra Durov, acusando-o de facilitar ações ucranianas; o caso envolve recusa do Telegram em remover conteúdo da guerra.
A Rússia incluiu nesta quinta-feira (30) Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, na lista de terroristas e extremistas, informou a agência de monitoramento financeiro Rosfinmonitoring.
A decisão é parte de uma escalada do governo de Vladimir Putin contra Durov e o aplicativo de mensagens, que ocorre após o dono do Telegram ter se recusado a remover conteúdos relacionados à guerra na Ucrânia.
Na véspera, o governo russo já havia acusado formalmente Durov de "facilitar atividades terroristas ucranianas" e emitiu um mandado internacional de prisão. Segundo o Serviço Federal de Segurança (FSB), Durov teria falhado em retirar conteúdos usados por serviços especiais ucranianos e por organizações terroristas e extremistas para preparar e coordenar atos de sabotagem, terrorismo, massacres e fraudes cibernéticas na Rússia.
O paradeiro atual de Durov, 41 anos, é desconhecido. Ele chegou a ser detido na França em agosto de 2024, mas foi liberado poucos dias depois. Em mensagens públicas recentes, Durov indicou estar em Dubai e declarou ter ficado "muito impressionado com a Geórgia".
O Telegram, lançado em 2013 e com mais de 1 bilhão de usuários, é amplamente utilizado por ambos os lados do conflito entre Rússia e Ucrânia. Nos últimos anos, as autoridades russas tentaram restringir o aplicativo e promoveram um serviço estatal de mensagens, o Max, mas órgãos oficiais continuam a publicar diariamente no Telegram.
Natural da Rússia, Durov possui atualmente passaportes dos Emirados Árabes Unidos e da França. Antes de fundar o Telegram, criou a rede social VKontakte, da qual se afastou em 2014 após pressões das autoridades russas.
Além das medidas russas, Durov é alvo de investigações na França por suposta falha do Telegram em combater atividades criminosas e por alegada falta de cooperação com forças de segurança; ele nega irregularidades.
Em comunicado anterior, Durov relatou ter recebido uma intimação entregue a um apartamento na Rússia onde morou por 20 anos e ironizou que as autoridades o consideram culpado por defender direitos constitucionais à liberdade de expressão e à correspondência privada.
Fonte da imagem: Albert Gea/Reuters
Fonte das informações: g1.globo.com
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