Diretor de Saekdongwon condenado a 15 anos por abuso sexual a moradoras
Caso revela abusos em residência assistida estatal; vítima relatou agressões por anos; governo inspecionou 1.507 lares e identificou 33 casos suspeitos.
Carregando...
Crise financeira derruba recursos da ONU: ACNUR cortou 1/3 do quadro, arrecadou menos de 40% do pedido; no Brasil há só 22% do orçamento e 500 chegadas/dia.
As Nações Unidas cortaram mais de 10 mil postos de trabalho em um ano e aprovaram a extinção de outros 2,9 mil cargos para 2026, numa redução que ameaça programas humanitários e de assistência a refugiados em todo o mundo. Vinte e uma das 41 agências e organismos do sistema foram atingidos pelas medidas, que incluem demissões voluntárias e aposentadorias antecipadas.
ONU enfrenta crise e corta mais de 10 mil postos — vídeo publicado no Globoplay.
▶ Assistir no Globoplay (abre em nova aba, no site do Globoplay)
O impacto humanizado dessas perdas aparece na trajetória de Delmany Rodrigues, que chegou ao Brasil em 1994 vindo de Angola. Ele e o irmão receberam apoio de organizações humanitárias, entre elas o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e tiveram acesso a cestas básicas, remédios, auxílio para aluguel e bolsas de estudo que possibilitaram a formação superior e inserção profissional.
Os cortes acompanham a deterioração das finanças do sistema ONU: em 2024 havia 130.948 postos de trabalho; em 2025 esse total caiu para 120.176, uma redução de cerca de 8%. Para 2026, o orçamento e as estruturas administrativas também foram reduzidos enquanto a demanda por assistência cresce.
Os números do quadro de funcionários das Nações Unidas mostram a dimensão da queda de pessoal.
| Ano | Número de postos | Variação |
|---|---|---|
| 2024 | 130.948 | — |
| 2025 | 120.176 | -8% |
| 2026 (aprovado) | eliminação de 2.900 cargos | — |
Uma das agências mais afetadas é o ACNUR. Em pedido anual, o Comissariado solicitou US$ 10,6 bilhões para cumprir suas funções e apoiar quase 130 milhões de pessoas, mas arrecadou menos de 40% desse montante. Para 2026, o ACNUR precisava de US$ 8,5 bilhões e, até o fim de julho, havia recebido apenas US$ 2,7 bilhões — parte dos recursos, além disso, está vinculada a projetos específicos determinados por doadores.
A tabela abaixo resume as necessidades e os recursos do ACNUR nos dois últimos ciclos citados.
| Ano | Solicitado (US$) | Recebido (US$) | Percentual |
|---|---|---|---|
| 2025 | 10,6 bilhões | menos de 40% do solicitado | menos de 40% |
| 2026 | 8,5 bilhões | 2,7 bilhões | ≈31,8% |
Como consequência dos cortes, o ACNUR diz ter fechado escritórios em 140 locais, encerrado operações em 15 países e reduzido em um terço sua força de trabalho, medidas que podem deixar 8,3 milhões de pessoas sem assistência vital em 2026. Em áreas como Afeganistão, Síria, Etiópia e Chade, os serviços de proteção a crianças e populações vulneráveis foram especialmente afetados.
No nível global, a crise financeira inclui também atraso no pagamento de contribuições obrigatórias de países-membros. Nos últimos dois anos, Estados deixaram de pagar cerca de US$ 1,6 bilhão. Entre os maiores devedores aparecem os Estados Unidos, que chegaram a dever US$ 1,3 bilhão em contribuições regulares antes de efetuar um pagamento parcial.
Além da inadimplência, os Estados Unidos reduziram contribuições voluntárias destinadas à assistência humanitária — sendo responsáveis por aproximadamente 45% do orçamento dessa área — e condicionaram novos repasses a reformas e a “progresso mensurável”. Autoridades americanas também afirmaram que vigiariam o destino dos recursos e poderiam bloquear pagamentos considerados contrários à política externa do país.
Especialistas em relações internacionais classificam a estratégia americana como uma pressão para reduzir a estrutura e a interferência da ONU, e alertam para o risco de criação de mecanismos paralelos de influência.
No Brasil, o ACNUR registrou dificuldades semelhantes: até o fim de agosto a agência havia recebido apenas 22% dos recursos necessários para operar em 2026. Em 2025, cerca de 40% da força de trabalho do ACNUR e de organizações parceiras no país foi cortada, o que colocou em risco assistência a mais da metade dos refugiados que dependem desses programas. O problema atinge refugiados que chegam diariamente ao país — até 500 pessoas por dia entram pelo estado de Roraima em busca de proteção internacional.
Em nível orçamentário geral, a manutenção da estrutura do sistema ONU custou US$ 64,3 bilhões em 2025, queda de 2% em relação a 2024, e dois terços desse valor foram destinados a assistência humanitária e ações de desenvolvimento. Para 2026, o orçamento do Secretariado da ONU foi reduzido em 7%, para US$ 3,45 bilhões.
O ACNUR e porta-vozes das Nações Unidas têm pedido aumento e flexibilização de recursos, argumentando que o financiamento flexível é essencial para manter serviços de proteção que salvam vidas e para evitar novos cortes que afetem refugiados e demais populações vulneráveis.
Refugiados e profissionais que dependem desses programas alertam para o impacto humano imediato: menos acesso a alimentos, vacinas, educação e abrigo para famílias já em situação de fragilidade.
Fonte das informações: g1
Caso revela abusos em residência assistida estatal; vítima relatou agressões por anos; governo inspecionou 1.507 lares e identificou 33 casos suspeitos.
Terremoto de 7,7 com epicentro raso no sul do Panamá gerou alerta de tsunami para a costa do Pacífico da América Central até o Peru; sem relatos de vítimas.
Árbitro de 75 anos morreu após receber martinete durante luta em Mineral de la Reforma; Hijo de Fishman foi detido e caso é investigado como homicídio culposo.
These cookies are essential for the website to function properly.
These cookies help us understand how visitors interact with the website.
These cookies are used to deliver personalized advertisements.