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  • 12 Oct, 2026

Um dia após o 1º turno, a Câmara de Porto Velho exonerou 700 cargos em comissão por reorganização, corte de gastos e preparo para convocação de concursados.

Um dia após as eleições definidas no primeiro turno em Rondônia, a Câmara Municipal de Porto Velho exonerou 700 ocupantes de cargos em comissão. A Mesa Diretora informou que a medida integra um processo de reorganização administrativa, funcional e orçamentária e se justifica pelos impactos financeiros da folha e pela necessidade de adequação à regra do ingresso por concurso público.

A decisão foi tomada pela presidência da Casa, comandada por Gedeão Negreiros (PSDB), e pela Mesa Diretora. Fontes apontam que entre os demitidos há servidores que atuaram como comissionados nos gabinetes de vereadores e que parte desse grupo teria trabalhado em campanhas eleitorais dos parlamentares nas eleições recentes.

Vinte e três vereadores da Câmara municipal disputaram cargos eletivos neste pleito. Entre eles, conforme apuração, estão:

  • Adalton de Bandeirantes (Republicanos)
  • Ellias Regina (União Brasil)
  • Sofia Andrade (PL)
  • Breno Mendes (Avante)
  • Dr. Gilber (Novo)
  • Marcos Combate (Avante)
  • Dr. Santana (União Brasil)
  • Everaldo Fogaça (PSD)
  • Fernando Silva (Republicanos)
  • Jeovani Ibiza (Avante)
  • Marcio Pacelle (Republicanos)
  • Pastor Ivanildo (Republicanos)
  • Pedro Geovar (Novo)
  • Zé Paroca (Avante)

Dos citados, três foram eleitos: Sofia Andrade, Dr. Gilber e Fernando Silva. A presidência da Câmara também contou com apoio de servidores nas atividades de campanha da esposa do presidente, Gláucia Negreiros (Podemos), segundo relatos.

Em nota oficial, a Câmara informou que as exonerações visam adequar a composição do quadro funcional aos parâmetros constitucionais e às orientações dos órgãos de controle, em especial do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO). A Casa destacou que busca fortalecer o quadro permanente por meio de convocações decorrentes de concurso público e compatibilizar as despesas de pessoal com a realidade orçamentária.

A nota explica que a Constituição Federal estabelece o concurso público como regra para ingresso no serviço público, preservadas as nomeações para cargos em comissão destinados a direção, chefia e assessoramento. A Câmara afirmou ainda que considera projeções técnicas sobre as despesas com pessoal para o encerramento do exercício de 2026 e que age em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal na busca de equilíbrio orçamentário.

Segundo a administração legislativa, as exonerações têm caráter exclusivamente administrativo, não configuram sanção individual e não representam juízo negativo sobre a atuação profissional dos exonerados. A Presidência agradeceu a contribuição dos servidores e garantiu que a reorganização será conduzida para preservar a continuidade das sessões, da tramitação de proposições, das atividades de fiscalização, do atendimento ao cidadão e dos serviços administrativos essenciais.

A Câmara reafirmou compromisso com a legalidade, a transparência, a responsabilidade fiscal, a valorização do serviço público efetivo e a eficiência administrativa durante o processo de readequação.

Fonte das informações: rondoniagora.com

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