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  • 12 Oct, 2026

Bombardeios dos EUA e Arábia Saudita atingiram quartéis da PMF no Iraque, causaram mortos, elevaram o preço do petróleo e aumentaram risco de escalada regional

O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, convocou uma reunião urgente de segurança nesta quarta-feira (29) após ataques coordenados dos Estados Unidos e da Arábia Saudita contra alvos no leste do país ligados a grupos apoiados pelo Irã.

Segundo a Autoridade de Mobilização Popular do Iraque (PMF), vários de seus quartéis-generais em diferentes regiões foram atingidos. A organização informou que os ataques causaram mortos, feridos e danos materiais em prédios e instalações; parte das facções da PMF mantém atuação autônoma apesar de sua inclusão formal nas forças armadas iraquianas.

Os bombardeios ocorreram horas depois de os Estados Unidos afirmarem ter interceptado um ataque surpresa iraniano contra tropas americanas no Oriente Médio. O Comando Central dos EUA (CentCom) disse que mísseis balísticos lançados pelo Irã foram abatidos, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter disparado mísseis contra instalações americanas na Jordânia.

Washington e Riad anunciaram ações conjuntas contra locais usados, segundo os dois países, por grupos ligados ao Irã para planejar ataques com drones a instalações petrolíferas sauditas. A Arábia Saudita afirmou que a operação visa responder a ataques recentes contra estruturas de energia no reino e afirmou não buscar escalada, mas prometeu reagir a novas agressões.

O Irã, por sua vez, negou envolvimento nas ações contra alvos sauditas e classificou como um “grande erro de cálculo” as acusações que o vinculam aos ataques contra interesses americanos e sauditas na região.

Analistas apontam que a nova troca de ataques eleva o risco de ampliação do conflito regional após um período de relativa calmaria. A disputa sobre o controle do estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito, intensifica as preocupações, sobretudo diante da rejeição iraniana a uma proposta de Omã para gestão regional compartilhada da passagem marítima.

O aumento das tensões repercutiu nos mercados internacionais: os preços do petróleo subiram mais de US$ 3 por barril nesta quarta-feira, em reação à possibilidade de escalada do conflito e às ameaças à livre circulação no Golfo Pérsico.

Fonte da imagem: Assessoria de Imprensa do Primeiro-Ministro/Divulgação via REUTERS

Fonte das informações: g1

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