Ala do STF defende julgar após eleições ações sobre dosimetria
Ministros do STF sugerem adiar até após as eleições o julgamento da Lei da Dosimetria, que pode reduzir em 2 anos e 5 meses a 3 anos a pena de Bolsonaro.
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Documentos mostram voo de Flávio de Fort Lauderdale a Brasília em jan/2025 na Legacy650 de Vorcaro; PF aponta negociação da aeronave em contrato de R$50 mi.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro confirmou que viajou dos Estados Unidos ao Brasil em 19 de janeiro de 2025 acompanhado da família e do advogado Willer Tomaz, em uma aeronave vinculada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Meses depois, em agosto de 2025, a mesma aeronave foi utilizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e pela esposa dele, a advogada Viviane Barci.
O voo de retorno saiu de Fort Lauderdale, na região de Miami, às 12h15 de 19 de janeiro de 2025 e pousou em Brasília às 20h01 do mesmo dia. Registros da alfândega americana também confirmam que Flávio havia entrado nos EUA em 27 de dezembro de 2024 para passar as festas de fim de ano.
Flávio Bolsonaro confirmou a viagem em publicação nas redes sociais, com uma postagem em tom irônico sobre a propriedade do avião na época.
Willer Tomaz, que viajou com o senador, aparece em investigações da Polícia Federal relacionadas a fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias do INSS.
A aeronave utilizada no voo de retorno é um jato Embraer Legacy 650, prefixo PP-NLR, fabricado em 2012, com autonomia estimada em 7,2 mil km, velocidade de cruzeiro de cerca de 850 km/h e capacidade para até 13 passageiros.
Naquele período, o avião era administrado pela Prime Aviation em contrato de cessão de 10 anos com a empresa Fraction 024, de propriedade de Marcus Vinícius da Mata, ligado a Vorcaro. Mensagens trocadas entre Vorcaro e da Mata questionavam se a família do ministro Alexandre de Moraes já estaria usando aeronaves de propriedade deles.
Posteriormente, a Polícia Federal apontou que a mesma aeronave foi objeto de negociação entre o conglomerado ligado a Vorcaro e o escritório de advocacia Barci de Moraes em maio de 2025, no âmbito de um contrato de R$ 50 milhões por serviços advocatícios.
Embora o contrato tenha sido formalizado com a empresa Viking Participações — que não detinha a propriedade direta do jato — a PF descreveu que essa estrutura fazia parte de um conjunto de empresas utilizadas para diluir ativos. Segundo a investigação, os ativos mencionados incluíam bens vinculados às empresas F24 (detentora da aeronave Legacy 650, prefixo PP-NLR) e F53 (em processo de aquisição de um helicóptero EC 155 B1).
As apurações conectam o uso da aeronave por diferentes personagens públicos e contratos comerciais, e são parte de um inquérito que analisa a origem e a movimentação desses bens no contexto das negociações e das empresas controladas pelo grupo financeiro envolvido.
Fonte da imagem: Reuters/Adriano Machado
Fonte das informações: g1
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