Ala do STF defende julgar após eleições ações sobre dosimetria
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No encontro Brasil-Coreia, Alckmin criticou declarações de Milei e afirmou que o Mercosul segue avançando, citando acordos e o aumento do comércio.
No dia 28, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, afirmou que o governo de Javier Milei não pretende romper relações com o Brasil, mesmo diante da crise diplomática entre os dois países.
No mesmo dia, o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, classificou como "lamentáveis" as declarações do presidente argentino e afirmou que a postura não compromete o avanço da integração econômica do Mercosul.
As manifestações foram feitas no contexto do Brazil-Korea Business Roundtable, realizado em São Paulo como parte da agenda da visita oficial do presidente sul-coreano Lee Jae Myung. O encontro reuniu autoridades dos dois governos e empresários dos setores automotivo, de tecnologia, saúde, alimentos e indústria pesada.
Alckmin ressaltou que o Mercosul atravessa um momento favorável, citando acordos já concluídos com Singapura, os países da EFTA e a União Europeia, além do interesse da Coreia do Sul em avançar nas negociações com o bloco.
O vice-presidente destacou também os sete memorandos assinados em 27, em Brasília, nas áreas de minerais críticos, educação, audiovisual, esportes, energia, tecnologia industrial, atividades espaciais e segurança de redes, como oportunidades para ampliar a cooperação bilateral.
A seguir, valores citados no evento referentes ao comércio bilateral e aos investimentos sul-coreanos no Brasil.
| Item | Valor |
|---|---|
| Comércio bilateral (2025) | US$ 10,8 bilhões |
| Investimentos sul-coreanos no Brasil | US$ 8,9 bilhões |
Alckmin informou que a Coreia do Sul exigiu uma visita sanitária a produtores de carne no Brasil e declarou otimismo em relação à inspeção prevista para agosto, enfatizando o rigor sanitário e a sustentabilidade do rebanho comercial brasileiro.
O vice-presidente defendeu o fortalecimento da cooperação em infraestrutura, tecnologia e minerais críticos, afirmando que o objetivo é avançar além da exportação de matérias-primas, com industrialização, transferência de tecnologia e investimentos ao longo da cadeia.
Alckmin também apontou o potencial brasileiro para atrair investimentos em inteligência artificial e centros de dados, citando como vantagens a matriz elétrica predominantemente renovável, disponibilidade de água e estabilidade regulatória. Mencionou, ainda, o lançamento previsto de um foguete sul-coreano em setembro a partir do Centro Espacial de Alcântara.
Sobre a pauta do encontro, Alckmin disse que não houve discussão sobre medidas anunciadas pelos Estados Unidos e que o foco foi exclusivamente a relação entre Brasil e Coreia do Sul.
O governo brasileiro apresentou uma estratégia para enfrentar tarifas e choques externos, baseada em três pilares:
Ao comentar a possibilidade de adoção da chamada reciprocidade comercial, Alckmin afirmou que "reciprocidade é uma possibilidade. Não é retaliação" e reafirmou a defesa do Brasil ao multilateralismo e às regras para o comércio internacional.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, enfatizou a necessidade de previsibilidade no cenário internacional e apontou oportunidades para ampliar as exportações brasileiras à Coreia do Sul em setores como proteínas animais, frutas, café, biocombustíveis, aeronáutica, defesa, mineração, mineração de minerais críticos, indústria farmacêutica e tecnologia.
Müller ressaltou que cerca de 40% do café consumido na Coreia do Sul é do tipo especial produzido no Brasil e que o país asiático é um dos maiores consumidores per capita, indicando espaço para crescimento do comércio.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, citou a atuação de empresas sul-coreanas instaladas no Brasil, como Samsung, LG e Posco, e destacou investimentos, geração de empregos e parcerias existentes nos setores de petróleo, defesa e construção naval, além da cooperação entre Embraer e Korea Aerospace Industries (KAI).
Elias Rosa afirmou que inteligência artificial e soberania digital são prioridades do governo brasileiro e colocou o ministério à disposição para aprofundar o diálogo sobre propriedade intelectual, tema apontado como preocupação da delegação sul-coreana. Também mencionou oportunidades de cooperação em descarbonização, biocombustíveis e agronegócio, destacando a competitividade e menor emissão de gases de efeito estufa do etanol, bioetanol e biogás.
Representantes e autoridades presentes defenderam que a ampliação da parceria entre Brasil e Coreia do Sul deve incluir industrialização conjunta, transferência de tecnologia e investimentos ao longo das cadeias produtivas.
Fonte das informações: declarações oficiais e representantes presentes ao evento
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