Ala do STF defende julgar após eleições ações sobre dosimetria
Ministros do STF sugerem adiar até após as eleições o julgamento da Lei da Dosimetria, que pode reduzir em 2 anos e 5 meses a 3 anos a pena de Bolsonaro.
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Colunista critica tarifas de 25% impostas por Trump a produtos brasileiros, diz que onerarão consumidores e a agricultura dos EUA e não pressionam o Brasil.
O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros, medida criticada por empresários e especialistas por seus efeitos econômicos e comerciais.
Segundo participantes de uma audiência pública recente na Comissão Internacional de Comércio dos EUA, em Washington, a taxação funciona, na prática, como um imposto sobre o consumidor americano: importadores repassarão os custos adicionais e os preços ao varejo aumentarão.
Produtos como a cera de carnaúba foram citados como exemplos de ineficácia da medida. A carnaúba é produzida quase exclusivamente no Brasil, de modo que a tarifa não cria alternativas locais para consumidores americanos e apenas eleva custos. Para esses bens, a imposição mostra-se inócua como instrumento de pressão comercial.
Outra medida que gerou preocupação é a taxação sobre sementes. Andy Loehlein, presidente da American Seed Trade Association, alertou que a tarifa elevará os custos da agricultura dos EUA e de toda a cadeia de abastecimento alimentar, prejudicando a competitividade americana diante de países como a China.
Críticos classificam a ação como expressão do nacionalismo econômico do presidente, argumentando que a iniciativa é anacrônica e contraproducente, pois não protege a economia doméstica e pode reduzir a confiança no papel do Executivo. Para opositores, a questão central é até que ponto um presidente deve dispor de poder para impor medidas que afetam consumidores, produtores e cadeias globais de suprimento.
Retrospecto político de Rondônia
Recordando as primeiras eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado pelo recém-criado estado de Rondônia, em 1982, apenas dois dos parlamentares eleitos naquela época seguem vivos: Assis Canuto (eleito por Ji-Paraná, na época pelo PDS) e Orestes Muniz (MDB). Vários daqueles que compuseram a bancada federal já faleceram.
Entre os deputados federais daquela legislatura que morreram estão Mucio Athaide (MDB-Porto Velho), Francisco Chiquilto Erse (PDS-Porto Velho), Olavo Pires (MDB-Porto Velho), Rita Furtado (PDS-Cacoal), Leônidas Rachid (PDS-Porto Velho) e Francisco Sales (PDS-Ariquemes).
Os três primeiros senadores por Rondônia — Odacir Soares (PDS-Porto Velho), Claudionor Roriz (OS-Ji-Paraná) e Galvão Modesto (PDS-Ouro Preto do Oeste) — também já morreram. Odacir Soares, com histórico como prefeito nomeado e deputado federal antes da criação do estado, destacou-se no Congresso e foi reeleito para outra legislatura.
Tendência de carreira
A bancada federal rondoniense já revelou uma tendência de eleger deputados federais para cargos executivos locais, como a prefeitura de Porto Velho. Diversos ex-deputados passaram pela administração da capital, entre eles Jeronimo Santana, Francisco Chiquilto Erse, Carlinhos Camurça, José Guedes e Mauro Nazif. Atualmente, Carlinhos Camurça e José Guedes estão fora da disputa eleitoral, enquanto Mauro Nazif se prepara para concorrer a uma vaga na Câmara Federal em 2026.
Escândalos e atentado à imagem
A história política do estado também registra episódios que abalaram sua reputação. A chamada "bancada do pó", envolvendo parlamentares em atividades ligadas ao tráfico de drogas, manchou a imagem de Rondônia nacionalmente. Em meio a sucessivos escândalos na Assembleia Legislativa, chegou-se a cogitar, de forma satírica, a mudança do nome do estado para "Estado do Guaporé", ideia que não avançou.
Atenção nas eleições
Com esse histórico, o apelo é por maior cautela do eleitorado na escolha de representantes. Há informações de que facções criminosas vêm lançando candidatos a cargos estaduais e federais. A eleição de representantes ligados a organizações criminosas tende a aumentar escândalos, corrupção e prejuízos ao erário, além de comprometer a governabilidade local.
Fundo garantidor e desigualdades
Questiona-se também a estrutura de garantias públicas que costuma beneficiar setores financeiros e grandes empresas, enquanto mecanismos equivalentes para proteger trabalhadores e populações vulneráveis são raros. A crítica aponta para uma proteção institucional desigual, alimentada por práticas como o uso de emendas parlamentares e acordos com empreiteiras.
Atualizações locais
Pesquisas eleitorais recentes mostram queda nas intenções de voto do senador Marcos Rogério na disputa pelo governo de Rondônia: de registros anteriores acima de 40% para cerca de 35% nas sondagens mais recentes.
Na prefeitura de Porto Velho, a administração municipal executa obras de pavimentação no bairro Porto Cristo, trabalho acompanhado pelo vereador Gedeão Negreiros e elogiado por moradores beneficiados.
O ex-prefeito Hildon Chaves busca ampliar seu espaço político pelo interior do estado como parte da construção de sua pré-candidatura ao governo estadual nas eleições de 2026.
Fonte da imagem: Foto: Divulgação
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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