Carregando...

  • 07 Aug, 2026

Na ALE-RO, Fernando Silva cobrou do governo orçamento e garantia de retroativos para promoções da PM e criticou desigualdade salarial entre praças e oficiais.

Vereador Fernando Silva esteve ausente da sessão ordinária da Câmara Municipal de Porto Velho na terça-feira (23) e participou da reunião da Comissão de Segurança Pública na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), onde defendeu os praças da Polícia Militar e cobrou providências da equipe econômica do governo.

Na sessão tensa da comissão, o parlamentar questionou a falta de orçamento para efetivar promoções militares, alertando que, sem dotação financeira, a antecipação do Curso de Formação de Sargentos (CFS) não assegura a ascensão automática dos concluintes. "De nada adianta o policial militar se habilitar. A lei é bem clara [...] se não tiver orçamento, o policial militar não vai ser promovido", afirmou.

Fernando Silva disse que a base da PM vive frustração e incerteza sobre se os praças serão promovidos ao final do curso e cobrou uma garantia legal que assegure o pagamento retroativo caso a promoção ocorra posteriormente.

Para buscar essa garantia, o vereador propôs a inclusão de um dispositivo na lei que permita aos policiais receberem os valores atrasados pela promoção, questionando se, ao serem promovidos, poderiam receber o retroativo pelo período em que permaneceram na graduação anterior.

Ao justificar a desconfiança dos praças, o parlamentar lembrou promessas não cumpridas em gestões anteriores, citando exemplos como acordos sobre serviço voluntário, pagamentos por Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e o adicional de formação, que, segundo ele, ainda não foi restituído.

Silva também rebateu acusações do Comando-Geral de que associações estariam dividindo a corporação, afirmando que, na sua visão, a divisão teria sido causada por decisões de oficiais em episódios passados, e não pelos praças.

Em tom mais contundente, o vereador denunciou a disparidade de tratamento entre patentes: disse que o aumento concedido pelo governo beneficiou apenas os oficiais, enquanto os praças seguem precisando complementar a renda com diárias de serviço operacional (DSO) e atividades delegadas.

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Rondoniaovivo

Sua experiência neste site será melhorada, permitindo que os cookies Política de Cookie