Buscas na casa de Ilhan Omar em Washington por fraude imigratória
Operação em Washington investiga suposta fraude migratória envolvendo documentos da deputada Ilhan Omar; ação ocorre semanas antes das eleições.
Carregando...
ANPD ordena imediata suspensão do uso de dados biométricos de estudantes; aponta falta de base legal, risco de retenção até 14 anos e alcance de ≈1 milhão.
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou ao governo do Paraná a suspensão imediata do uso de dados biométricos de crianças e adolescentes para registrar a frequência na rede pública estadual. A decisão, tornada pública nesta quinta-feira (6), proíbe a coleta, a consulta, a comparação, o uso e o compartilhamento dessas informações até nova deliberação da agência.
O sistema operava por meio do aplicativo Escola Paraná Biometria. Para o cadastro, eram capturadas três fotografias de cada estudante; em seguida, os professores fotografavam as turmas diariamente para registrar a presença. A implantação envolvia a Secretaria de Educação do estado, a Celepar e a empresa Valid.
De acordo com dados do governo relativos a 2021, o tratamento abrangia 2.136 instituições de ensino, cerca de 1 milhão de estudantes e mais de 100 mil colaboradores. A ANPD informou, porém, que não recebeu números atualizados sobre o alcance do sistema.
A agência concluiu que não existia hipótese legal adequada para o tratamento de dados biométricos — considerados sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Segundo a nota técnica, a Secretaria de Educação apresentou mais de uma justificativa jurídica para a mesma finalidade, o que dificulta o exercício dos direitos dos titulares dos dados.
O reconhecimento facial foi considerado desnecessário e desproporcional pela ANPD, que apontou alternativas menos invasivas para o registro de frequência, como uma chamada nominal em ambiente informatizado. A agência ressaltou que a conveniência e a praticidade do sistema não bastam para justificar o tratamento de dados sensíveis.
A análise também apontou falta de comprovação de controles adequados sobre o acesso e o compartilhamento das imagens, ausência de fiscalização efetiva das empresas contratadas, dúvidas sobre a precisão dos algoritmos e falta de evidências de que a tecnologia atendia ao melhor interesse das crianças e adolescentes.
Outro ponto foi o período de armazenamento: como as informações seriam mantidas enquanto o estudante permanecesse matriculado, o sistema poderia acumular o equivalente a até 14 anos de dados biométricos por aluno. A ANPD destacou que características biométricas têm baixa possibilidade de substituição e que um eventual comprometimento desses identificadores pode causar consequências duradouras, superiores às geradas pelo vazamento de senhas convencionais.
A agência também registrou obstrução à fiscalização, citando omissões repetidas no fornecimento de documentos e informações necessários para a análise do sistema.
O governo terá dez dias úteis, contados a partir da intimação, para demonstrar que interrompeu o tratamento dos dados em todos os sistemas, escolas e empresas envolvidos. O processo será encaminhado à área de sanções da ANPD, que avaliará a abertura de procedimento administrativo contra a Secretaria de Educação. Cabe recurso da decisão.
Um ex-superintendente da Polícia Federal, que atuou por 23 anos e foi superintendente por dez, disse estar surpreso com a adoção da medida pelos atuais comandantes nos estados: “Fui superintendente por dez anos, fiquei na PF por outros 23 e nunca vi isso”.
A Secretaria de Educação do Paraná, a Celepar e a Valid não haviam respondido aos pedidos de esclarecimento até a publicação desta matéria; o espaço para manifestação permanece aberto.
Fonte das informações: Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e Governo do Paraná
Operação em Washington investiga suposta fraude migratória envolvendo documentos da deputada Ilhan Omar; ação ocorre semanas antes das eleições.
Ministros do STF sugerem adiar até após as eleições o julgamento da Lei da Dosimetria, que pode reduzir em 2 anos e 5 meses a 3 anos a pena de Bolsonaro.
Ministério pediu à PF investigar ameaças de morte e estupro contra Ana Elisa, que desativou a conta após ataques a cada dois minutos; solicitou ação a X e Meta.
These cookies are essential for the website to function properly.
These cookies help us understand how visitors interact with the website.
These cookies are used to deliver personalized advertisements.