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O TCE-RO revelou avanços e desafios nos hospitais de Porto Velho, destacando melhorias, mas também problemas críticos que afetam a qualidade do atendimento.
A atuação do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) nos hospitais de Porto Velho tem proporcionado avanços significativos, mas ainda enfrenta desafios que impactam a qualidade do atendimento à população.
No dia 18 de novembro, durante fiscalizações no Hospital de Base, na Assistência Médica Intensiva (AMI) e no Hospital João Paulo II, a equipe técnica do TCE-RO constatou melhorias, mas também identificou problemas graves que requerem atenção imediata.
A ação faz parte do Programa Permanente de Fiscalização da Saúde, que combina rigor técnico e uma escuta humanizada, com o objetivo de induzir melhorias no atendimento e nas condições de trabalho dos profissionais da saúde.
No Hospital de Base, a equipe verificou que os ambientes estavam limpos e bem mantidos, e os protocolos de higienização estavam sendo respeitados. Pacientes e acompanhantes expressaram satisfação com as condições de acomodação.
“Vocês estarem aqui olhando pelos pacientes e profissionais, para melhorar a saúde, ajuda a auxiliar para sermos bem assistidos. Espero que não parem, estão de parabéns”, comentou Nilde Silva, acompanhante de um paciente.
No entanto, a fiscalização revelou problemas críticos, como um setor desativado devido à falta de profissionais, equipamentos deteriorados, escassez de insumos básicos e um abastecimento irregular nas farmácias. Esses fatores têm dificultado atendimentos e cirurgias, aumentando o tempo de internação e os riscos de infecções hospitalares.
Jessica Moreira, acompanhante de paciente, ressaltou a importância de ter um responsável pela fiscalização: “A gente tem que ter alguém para contar, né? Porque além deles cobrarem muito da gente, a gente tem que cobrar também. Querendo ou não, a gente paga imposto, então tudo é cobrado.”
No Hospital João Paulo II, algumas melhorias foram observadas, como a entrega de insumos para exames e reformas em alas da enfermaria, que proporcionaram mais conforto aos pacientes. Contudo, a superlotação continua sendo um problema sério, assim como a falta de médicos em sobreaviso, falhas em equipamentos como tomógrafos e ultrassons, e problemas elétricos na UTI. A falta de medicamentos e insumos básicos também permanece como uma preocupação.
O médico Daniel Romano, que acompanhou a fiscalização, enfatizou a importância do Hospital João Paulo II como referência: “A fiscalização é um sinal de transparência. O Hospital João Paulo II é uma unidade que recebe pacientes de outros estados. É onde, quando ninguém mais pode fazer alguma coisa, o João Paulo está aqui para dar suporte para essa população.”
Na Assistência Médica Intensiva (AMI), algumas questões antigas ainda precisam ser resolvidas. A escala de plantão continua com número insuficiente de profissionais, resultando em sobrecarga na equipe. Embora tenha havido melhorias na infraestrutura, como a remoção de entulhos e a organização de fios, ainda existem banheiros com ferrugem e materiais armazenados de maneira inadequada.
Além disso, equipamentos essenciais, como ventiladores mecânicos e impressoras para raio-X, permanecem fora de funcionamento, assim como continua a falha na limpeza e na higienização, com equipamentos descartados e fiações expostas.
A partir das visitas, o TCE-RO elaborou relatórios técnicos com recomendações dirigidas à gestão estadual, visando transformar os apontamentos em ações concretas que promovam melhorias no atendimento à população e nas condições de trabalho dos profissionais de saúde.
Wesler Neves, auditor de Controle Externo do TCE-RO e coordenador da ação, explicou: “Além de ouvirmos profissionais e pacientes, verificamos se os apontamentos realizados em outras ações foram corrigidos, para garantir que os serviços sejam prestados da melhor forma possível aos cidadãos.”
Fonte das informações: TCE-RO
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