STF julga leis de Mato Grosso e Rondônia sobre moratória da soja
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Terremoto de magnitude 7,4 bloqueou estradas para o porto de Buenaventura, represando exportações (60% do fluxo), atrasando embarques e pressionando preços.
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) interrompeu parte da logística de exportação de café do país e elevou a preocupação no mercado internacional da bebida.
A Colômbia, terceiro maior produtor mundial de café, é referência no fornecimento de arábica lavado e exporta a maior parte da sua produção. Na safra 2024/25 o país produziu cerca de 14,8 milhões de sacas de 60 kg e, em 2025, exportou aproximadamente 13 milhões de sacas.
Segue uma síntese dos principais indicadores citados por associações do setor:
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Produção (safra 2024/25) | 14,8 milhões de sacas (60 kg) |
| Exportações em 2025 | ~13 milhões de sacas |
| Exportação média mensal | ~1 milhão de sacas |
| Estimativa semanal (média) | ~250 mil sacas |
| Projeção de impacto em uma semana | mais de 600 veículos e >1.000 contêineres represados |
O tremor provocou bloqueios e deslizamentos em estradas que ligam o interior ao porto de Buenaventura, no Pacífico, principal terminal do país para o produto. Segundo a Associação Nacional de Exportadores de Café (Asoexport), mais de 60% das exportações colombianas do grão passam por esse porto, o que cria um gargalo significativo quando o acesso é interrompido.
Com as rotas comprometidas, exportadores não conseguem levar carga normalmente do Eixo Cafeeiro — onde ficam centros de processamento em cidades como Manizales, Pereira e Armenia — até o porto. "Eu não posso, neste momento, levar carga até o porto de Buenaventura a partir do interior do país", afirmou o presidente da Asoexport, Gustavo Gómez.
O bloqueio atinge também regiões que sofreram menos danos diretos, como Huila, Tolima, Cauca e Nariño, que enfrentam dificuldade para encontrar caminhões e rotas alternativas para escoar a produção. Esse acúmulo pode forçar empresas exportadoras a reduzir o ritmo de processamento por falta de espaço e transporte, afetando a compra de cafés junto aos produtores.
Em resposta, exportadores e autoridades trabalham para redirecionar parte das cargas ao litoral do Caribe, com operações avaliando portos como Cartagena, Santa Marta e Puerto Antioquia. Operadores desses terminais elaboram planos de contingência, mas a mudança de rota depende da disponibilidade de caminhões e da condição das vias — algumas rotas alternativas também registram deslizamentos e bloqueios, como a via Letras–Fresno–Manizales.
Além do impacto logístico, a sequência de problemas chega em momento de estoques globais reduzidos e com a incerteza trazida pelo fenômeno El Niño, fatores que já vinham pressionando os preços. Na terça-feira (11), o contrato de café arábica para setembro na Bolsa de Nova York subiu 1,04% e fechou por volta de US$ 3,34 por libra-peso, movimento atribuído às preocupações sobre oferta global e aos efeitos do terremoto nas exportações colombianas.
A Bolsa de Nova York é referência para o preço do arábica no mercado internacional; contudo, o preço ao consumidor final também depende de câmbio, impostos e custos adicionais de logística e distribuição.
O terremoto afetou ainda infraestrutura e famílias nas áreas produtoras. A Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC) informou que houve impactos em casas, propriedades e infraestrutura rural em departamentos como Risaralda, Valle del Cauca, Caldas, Antioquia, Chocó e Quindío. No Quindío, o levantamento inicial identificou mais de 150 famílias produtora afetadas.
Equipes foram mobilizadas nos 12 municípios do Quindío para avaliar danos e priorizar recursos para recuperação, além de garantir assistência técnica e manter a compra do café produzido na região. Houve também registros de danos em comitês municipais e armazéns de provisão agrícola em Filandia, Buenavista e Montenegro; essas unidades foram fechadas preventivamente para avaliação, e as demais voltaram a operar nesta quarta-feira (12).
Os exportadores informam compradores internacionais sobre a situação para evitar que atrasos sejam interpretados como falhas comerciais. Ainda não existe previsão definitiva para a normalização das exportações; o retorno depende da recuperação das estradas, da liberação do acesso a Buenaventura e da capacidade de ampliação das operações em portos alternativos.
Fonte das informações: g1
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