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Procuradoria eleitoral diz que Bruno Scheid usa 'Bolsonaro' sem vínculo e causa potencial desinformação; pede indeferimento do registro se mantiver o nome.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) de Rondônia pediu a impugnação do registro de candidatura do pecuarista Bruno Scheid (PL) ao Senado caso ele mantenha o nome de urna "Bruno Bolsonaro Scheid". Segundo a procuradoria, o candidato não possui o sobrenome Bolsonaro em seu nome civil, e o uso indevido pode induzir o eleitorado ao erro.
O MPE argumenta que adotar um nome de urna que não integra o nome civil compromete a identificação correta do candidato e pode gerar desinformação. Para a procuradoria, a inclusão do sobrenome "Bolsonaro" configura, em tese, prática de fraude à legislação eleitoral, prejudicando a transparência, a boa-fé e a igualdade de oportunidades nas Eleições 2026.
Bruno Scheid atuou como arrecadador de campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Ele já havia sido denunciado à Justiça Eleitoral por uso indevido do sobrenome Bolsonaro em redes sociais e em atos de pré-campanha, foi multado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) e proibido de usar o sobrenome — decisão que depois foi revista com a justificativa de que o TRE não teria competência para a penalidade imposta.
No mês passado o MPE apresentou nova denúncia. O pedido de liminar foi novamente rejeitado pelo TRE-RO, que entendeu que a menção a um sobrenome em referência a liderança política, por si só, não configura propaganda eleitoral irregular. A procuradoria aponta, porém, que a irregularidade está presente no registro do nome de urna, que ocorreu esta semana.
O MPE afirma que Bruno tem se valido do nome para "angariar proveito eleitoral" ao transmitir ao eleitorado a ideia de vínculos familiares com o ex-presidente, quando não é conhecido publicamente como "Bruno Bolsonaro". A procuradoria sustenta que amizade, proximidade política ou relação pessoal com a família do ex-presidente não legitimam a apropriação do sobrenome para fins eleitorais.
Na petição, o MPE solicita o reconhecimento da irregularidade no uso do sobrenome Bolsonaro na urna e pede o indeferimento do pedido de registro caso o candidato insista em manter o nome de urna ou não regularize a situação dentro do prazo determinado pela Justiça Eleitoral.
Além de Bruno Scheid, há outro candidato ao Senado que adota o sobrenome Bolsonaro: o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), que concorre por Roraima como parte da estratégia da família Bolsonaro. Lopes é amigo do ex-presidente.
Fonte das informações: metropoles.com
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