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  • 17 Apr, 2026

Pecuaristas de Rondônia manifestam preocupação com a tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre exportações brasileiras, que pode impactar severamente a economia local.

A recente decisão do governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros gerou preocupação no agronegócio do estado de Rondônia. O estado, que já é conhecido por exportar carne bovina, soja e café para o mercado norte-americano, também tem ampliado sua atuação na exportação de pescados e produtos do cacau.

A Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON) se manifestou, por meio de uma nota oficial presidida por Adelio Barofaldi, expressando a apreensão em relação a essa tarifa proposta sobre a carne bovina. O documento alerta que a imposição dessa taxa não apenas desestimula o setor produtivo, mas também ameaça a manutenção de empregos e investimentos na cadeia da bovinocultura de corte, já que os pecuaristas enfrentam desafios logísticos e comerciais significativos para acessar o mercado internacional.

Pecuaristas entrevistados demonstraram preocupação adicional, afirmando que essa tarifa impactará negativamente as exportações dos produtores de Rondônia, com efeitos diretos na economia local e na preservação de empregos, principalmente em frigoríficos e propriedades rurais.

No ano de 2024, os Estados Unidos emergiram como um dos principais destinos das exportações rondonienses, com um total de US$ 122,71 milhões em vendas. Além disso, o estado também se destaca como exportador de soja, milho, café e carne bovina. Entretanto, a China tem se consolidado como o principal destino das mercadorias exportadas pelo estado, representando 23% do total, com US$ 612,94 milhões em vendas externas, fortalecendo a economia local.

Outros países que se destacam como destinos das exportações de Rondônia incluem a Espanha, com US$ 194,53 milhões, Argélia (US$ 155,57 milhões), México (US$ 127,31 milhões) e os Estados Unidos da América (US$ 122,71 milhões).

Em resposta à medida de Trump, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo responderá de maneira recíproca, caso não se chegue a um acordo. O Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços consideraram a tarifa uma violação das regras da Organização Mundial do Comércio e estão avaliando a possibilidade de recorrer ao órgão internacional.

A estratégia do governo é defender as empresas brasileiras e os empregos que elas geram, buscando também uma aproximação com o setor do agronegócio, que historicamente se mostrou opositor a algumas políticas do atual governo. O Congresso Nacional, até então criticado pela falta de manifestações após o anúncio da tarifa, prometeu acompanhar de perto os desdobramentos da situação, enfatizando a importância do diálogo diplomático e comercial.

Os parlamentares envolvidos com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), liderada pelo deputado federal Pedro Lupion, ressaltaram a necessidade de uma resposta firme à decisão de Trump, chamando a atenção para a importância de uma diplomacia ativa e cautelosa nas negociações futuras.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também expressou sua desaprovação em relação à decisão de Trump, considerando-a injustificada e prejudicial tanto para consumidores quanto para empresas em ambos os países.

Fonte da imagem: Divulgação/Gov RO

Fonte das informações: Rondoniaovivo/Solano Ferreira