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Servidores da saúde pública de Rondônia decidiram entrar em greve a partir de terça-feira, com 30% dos profissionais atuando, após falta de negociação com o governo.
A assembleia realizada na manhã desta sexta-feira, 29 de setembro, no Hospital de Base, em Porto Velho, contou com a presença de servidores do setor de saúde pública do Estado de Rondônia, que decidiram iniciar uma greve. A paralisação será implementada a partir de terça-feira, 2 de outubro, abrangendo todas as unidades de saúde estaduais, onde apenas 30% dos trabalhadores continuarão em atividade.
Os servidores afirmaram que a decisão de entrar em greve foi adotada como último recurso, após várias tentativas infrutíferas de negociação com o Governo de Rondônia. Em uma reunião online, a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), Beatriz Basílio, afirmou que o governo não possuía condições financeiras para atender às reivindicações. Esta alegação é contestada pelos sindicalistas.
De acordo com os servidores, foi elaborada uma planilha de salários juntamente com membros da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), que estão dispostos a solucionar a situação. No entanto, a Sepog reiterou a impossibilidade de realizar ajustes salariais, justificando que o crescimento do Estado seria limitado a 6%. Os servidores também ressaltaram que Rondônia não está cumprindo a exigência constitucional de destinar 12% do PIB estadual à saúde, em contraste com outros estados que investem até 24%.
Na assembleia, estiveram presentes representantes de diversas entidades, incluindo o Sindicato dos Médicos de Rondônia (Simero), o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Rondônia (Sinderon) e o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Executivo do Estado de Rondônia (Sintraer).
Fonte da imagem: Divulgação
Fonte das informações: Idaron
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