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  • 07 Jun, 2026

Acordar à noite faz parte dos ciclos normais de sono; torna-se problema quando stress, pensamentos ou hábitos (cafeína, álcool, telas) impedem voltar a dormir.

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Muitas pessoas despertam durante a noite e, ao olhar para o relógio, preocupam-se por não conseguir voltar a dormir. Estudos indicam, porém, que acordar brevemente faz parte do padrão normal do sono e nem sempre é motivo de alarme.

O sono progride em ciclos de aproximadamente 90 a 110 minutos, que incluem sono profundo, sono leve e fases de sonho (REM). Ao fim de cada ciclo o sono tende a ficar mais leve, aumentando a probabilidade de um despertar curto. Esse efeito é mais comum nas primeiras horas da manhã, quando a proporção de sono profundo diminui e o organismo se prepara para acordar.

O problema surge quando, após despertar, a pessoa não consegue voltar a adormecer. Segundo a Sociedade Alemã de Investigação e Medicina do Sono, cerca de uma em cada cinco pessoas apresenta dificuldades para adormecer ou manter o sono. Nesses casos, o episódio noturno pode evoluir para insônia e comprometer o funcionamento diurno.

Fatores fisiológicos e psicológicos contribuem para a manutenção do despertar. Nas primeiras horas do dia há um aumento natural do cortisol, hormônio que prepara o corpo para a vigília; em pessoas sob tensão esse pico pode desencadear um estado de alerta que impede o retorno ao sono. Além disso, o silêncio noturno costuma intensificar processos mentais: preocupações, listas de tarefas e ruminações tornam-se mais vigorosas e mantêm a mente ativa.

O estilo de vida também afeta a qualidade do sono. Alguns hábitos que prejudicam a continuidade do sono incluem:

  • Consumo de cafeína no fim da tarde, cujo efeito pode persistir horas e atrapalhar a noite;
  • Ingestão de álcool, que pode facilitar o adormecer, mas fragmenta o sono na segunda metade da noite;
  • Horários de sono irregulares, que desorganizam os ritmos biológicos;
  • Uso intenso de telas à noite, pela exposição à luz azul e pela ativação cognitiva;
  • Ambiente de sono inadequado, como ruído, luz excessiva ou temperatura desconfortável.

Para reduzir a frequência de despertares prolongados, especialistas recomendam medidas práticas: evitar cafeína à tarde, limitar o álcool à noite, manter rotina regular de sono, reduzir o uso de telas antes de deitar, criar um ambiente escuro e silencioso e adotar técnicas de relaxamento ou escrita de tarefas antes de dormir para esvaziar a mente.

Em resumo, acordar brevemente à noite costuma ser um fenômeno normal ligado aos ciclos do sono. Torna-se motivo de preocupação quando impede repetidamente o retorno ao sono e gera impacto no dia seguinte; nesses casos, é aconselhável procurar orientação médica ou de um especialista em sono.

Foto: Reprodução

Fonte da imagem: Reprodução

Fonte das informações: Meteored Brasil