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  • 06 Jun, 2026

Pesquisas revelam que a prática antiga de colocar sapos no leite para conservação se baseava em peptídeos antibacterianos, mas pode apresentar riscos à saúde.

Um dos grandes desafios da humanidade ao longo da história sempre foi a conservação de alimentos, especialmente antes da invenção da geladeira. Os povos antigos desenvolveram métodos únicos para preservar os alimentos, incluindo uma prática inusitada: colocar sapos no leite. Essa técnica, observada na Rússia e na Finlândia, consistia em inserir sapos dentro dos recipientes de leite para evitar sua deterioração.

Embora essa prática possa parecer estranha à primeira vista, há uma base científica para o seu uso. Pesquisadores descobriram que a pele de certos sapos secreta peptídeos antibióticos naturais que inibem o crescimento de bactérias e fungos. Esses peptídeos são eficazes em evitar a proliferação de micro-organismos que causam o azedamento do leite. Em 2010, cientistas identificaram mais de 100 substâncias antibióticas na pele de sapos, o que reforça a ideia de que esse método de conservação pode ser eficaz.

O tipo mais comum de sapo utilizado para esta finalidade era a Rana temporaria, encontrada na Eurásia. Estudos realizados pela Universidade de Moscou revelaram que 97 substâncias antibióticas haviam sido identificadas na pele deste anfíbio, sendo algumas delas comprovadamente eficazes contra gram-positivas, como Salmonella e Staphylococcus. Essa capacidade de secretar substâncias antibacterianas ajuda o sapo a sobreviver em ambientes úmidos que possuem potencial de contaminação.

A técnica consistia em colocar um sapo dentro de um recipiente com leite, o que permitia que suas secreções antibacterianas se misturassem ao líquido e retardassem o processo de fermentação. Essa era uma prática comum nas zonas rurais ou em áreas onde as técnicas modernas de conservação ainda não estavam disponíveis.

Entretanto, apesar de sua eficácia, a prática de colocar sapo no leite não é recomendada nos dias atuais, pois algumas espécies podem possuir toxinas prejudiciais aos seres humanos e também podem transmitir doenças zoonóticas.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Fatos Desconhecidos