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  • 07 Aug, 2026

Rondônia registrou 2.000+ mortes por doenças cardíacas, 970 por infarto. Infartos entre jovens aumentam, ligados a sedentarismo, obesidade e cigarro eletrônico.

Doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte em Rondônia e no Brasil. No último ano, o estado registrou mais de 2 mil óbitos por problemas cardiovasculares, sendo 970 por infarto agudo do miocárdio, 696 por acidente vascular cerebral (AVC) e 556 por insuficiência cardíaca.

O cenário inclui uma tendência de aumento de infartos entre adultos jovens observada em todo o país. Estudos nacionais apontam crescimento de até 59% nas internações por infarto em pessoas com menos de 40 anos na última década, com elevação também nos óbitos nessa faixa etária, especialmente entre homens de 35 a 39 anos.

Em Rondônia, a maior concentração dos casos ocorre historicamente em Porto Velho, reflexo da maior densidade populacional e de fatores associados ao estilo de vida urbano.

Luiz Gasparelo, médico e docente da pós-graduação em Cardiologia da Afya Educação Médica e da Afya São Lucas, explica que, embora o infarto seja mais frequente após os 50 anos, a presença precoce de fatores de risco tem antecipado o surgimento da doença.

Entre os fatores que elevam o risco de eventos cardiovasculares estão:

  • sobrepeso e obesidade;
  • hipertensão arterial;
  • colesterol alto;
  • diabetes;
  • histórico familiar de doenças cardiovasculares;
  • alimentação rica em ultraprocessados e sedentarismo;
  • tabagismo, uso de cigarro eletrônico, consumo excessivo de álcool e uso de anabolizantes.

Especialistas destacam preocupação com a popularização do cigarro eletrônico e o uso indiscriminado de anabolizantes entre jovens. Segundo Gasparelo, o cigarro eletrônico pode provocar inflamação, alterar a função vascular e aumentar a pressão arterial, enquanto anabolizantes podem modificar o perfil lipídico, elevar a pressão e favorecer tromboses e infartos mesmo em pessoas aparentemente saudáveis.

O consumo excessivo de álcool também contribui para maior risco cardiovascular, associando-se a hipertensão, arritmias e alterações metabólicas.

Os sintomas clássicos de infarto — dor ou pressão no peito, frequentemente irradiada para braço, costas, mandíbula ou pescoço — mantêm-se semelhantes entre faixas etárias. No entanto, em jovens esses sinais muitas vezes são confundidos com ansiedade, refluxo ou dores musculares, o que pode atrasar a busca por atendimento.

Outros sinais de alerta incluem falta de ar súbita, suor frio, mal-estar intenso e sensação de aperto no tórax. Em caso de dúvida, médicos recomendam procurar atendimento de emergência, pois o tempo é decisivo para reduzir complicações e salvar vidas.

Para prevenção, Gasparelo reforça que os cuidados devem começar cedo: prática regular de atividade física, manutenção de peso adequado, controle da pressão arterial, exames periódicos de colesterol e glicemia, evitar tabagismo e anabolizantes e adotar uma alimentação equilibrada. A identificação e o controle precoces dos fatores de risco aumentam as chances de vida longa e saudável.

Fonte das informações: Soma

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