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  • 21 Apr, 2026

A transformação da fumaça em extrato pirolenhoso gera lucros na agricultura e destaca a inovação ambiental, enquanto a política rondoniense enfrenta disputas acirradas.

Na sociedade atual, a racionalidade aponta que opiniões devem ser embasadas por argumentos coerentes. Insultos e gritos desqualificam a validade de uma afirmação. Um exemplo disso ocorreu quando a ex-presidente Dilma Rousseff foi alvo de críticas por sugerir que a ONU armazenasse recursos naturais como vento e sol. Ironicamente, sua declaração, que visava ressaltar a importância da pesquisa e inovação no uso consciente desses recursos, foi desconsiderada em favor de piadas.

Atualmente, a ideia de captar e utilizar fumaça para benefício econômico já é uma realidade no âmbito da ciência. Empreendedores têm lucrado com o processo de transformar fumaça em extrato pirolenhoso, conhecido como "fumaça líquida", que é utilizado em diversos produtos agrícolas. Esse método, que aproveita mais de 95% da fumaça que normalmente se dispersaria no ar, representa uma contribuição significativa ao meio ambiente, com um retorno financeiro de aproximadamente R$ 5 por litro.

Enquanto isso, no cenário político de Porto Velho, o campo eleitoral se afunila para as eleições de 2026. Há três candidatos correndo pelo cargo no Palácio Rio Madeira: o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil), o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o deputado federal Fernando Máximo (União Brasil, em transição para o Podemos). A fragmentação do eleitorado na capital pode prejudicar suas campanhas, principalmente em um estado onde dois terços dos votos estão no interior.

Embora surjam pesquisas que indicam favoritismos, muitos especialistas consideram esses estudos como tendenciosos, refletindo os interesses de seus contratantes. Na corrida eleitoral, Hildon Chaves aparece com vantagem em Porto Velho, enquanto no restante do estado, figuras como o senador Confúcio Moura (MDB) e o senador Marcos Rogério (PL) também se destacam. O ex-governador Ivo Cassol (PP) permanece inelegível e fora da disputa.

O vice-governador Sergio Gonçalves possui a chance de transformar seu cenário atual, se aproveitando da máquina administrativa e do suporte do partido no processo eleitoral. Sua estratégia, aliada ao apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro ao deputado Fernando Máximo, pode mudar a dinâmica da campanha. O populismo de Máximo se destaca, assim como o histórico de políticos goianos que têm influenciado as decisões em Rondônia.

A fragmentação no eleitorado de Porto Velho e Ji-Paraná pode beneficiar candidatos menos proeminentes, como o delegado Camargo de Ariquemes e os candidatos de Porto Velho. A expectativa sobre o impacto das disputas internas advém da divisão de votos nos estados, levando a uma possível drenagem de apoio para os favoritos.

As apostas para as próximas eleições incluem um esforço do ex-senador Acir Gurgacz (PDT) e suas alianças, que visam se beneficiar da fragmentação do eleitorado e da regionalização das votações. Contudo, as incertezas sobre a participação ativa dos eleitores e a possível abstenção de quem se sente desencantado com a política aumentam as incógnitas sobre a campanha de 2026.

Rondônia mostrou ao longo do tempo uma capacidade de surpreender nas eleições, derrubando favoritos e promovendo renovação nas cúpulas legislativas. Riscos relacionados ao crime organizado também permanecem presentes, com representantes buscando influenciar em contratos públicos e drenando recursos. Essa combinação de fatores apresenta um cenário político e social complexo para os próximos meses.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo