Ala do STF defende julgar após eleições ações sobre dosimetria
Ministros do STF sugerem adiar até após as eleições o julgamento da Lei da Dosimetria, que pode reduzir em 2 anos e 5 meses a 3 anos a pena de Bolsonaro.
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PF investiga fraudes e sonegação na Refit envolvendo aliados de Cláudio Castro, forçando desistências e isolando a base de Flávio no Rio e causando desgaste.
Uma operação da Polícia Federal (PF) que mira o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e aliados por suspeita de fraudes relacionadas à refinaria Refit representa mais um revés político para o grupo ligado a Flávio Bolsonaro no estado, considerado reduto eleitoral do bolsonarismo.
Busca da PF no endereço de Cláudio Castro — vídeo publicado no Globoplay.
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Nesta sexta-feira (14), agentes da PF cumpriram medidas que atingem Casto e pessoas próximas a ele. A investigação apura supostas fraudes na Refit e apoio do governo estadual, na gestão de Castro, a práticas que teriam favorecido sonegações de impostos.
A Refit é investigada há anos como devedora relevante e uma das maiores sonegadoras do estado. Segundo as apurações, na segunda gestão de Castro a empresa passou a patrocinar eventos promovidos pelo governo, o que agora é foco de análise da PF.
Castro já havia sido alvo de investigações anteriores e chegou a anunciar intenção de concorrer ao Senado, candidatura que foi posteriormente retirada após a repercussão das operações.
Fontes próximas a Flávio Bolsonaro afirmam que a sucessão de operações contra aliados gera pressão para que o pré-candidato do PL se afaste de figuras envolvidas, para evitar que a crise se espalhe em seu principal colégio eleitoral.
Outro impacto político recente no Rio envolve Márcio Canella, do União Brasil, que também desistiu de disputar o Senado depois que uma operação da PF encontrou um fuzil no carro do pré-candidato e o levou detido. Canella foi o deputado estadual mais votado do estado em 2022 e tinha base eleitoral em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Canella havia se aproximado da direção do União Brasil e transferido o título eleitoral para o Rio com a intenção de concorrer a deputado federal. Após a operação e a prisão, aliados de Flávio Bolsonaro pressionaram o partido a substituir o nome para evitar contaminação da chapa, o que gerou atrito com Canella e motivou o União Brasil a recuar do apoio oficial ao PL no estado.
No plano nacional, o União Brasil e o Progressistas já haviam declarado neutralidade em relação à disputa presidencial.
Interlocutores de Flávio Bolsonaro têm sugerido, como estratégia de reorganização no Rio, o fortalecimento de aliados como o deputado Altineu Cortes e o senador Carlos Portinho. A gestão do desgaste com antigos apoios, porém, tende a ser explorada por adversários durante a campanha.
Fonte da imagem: Betinho Casas Novas/TV Globo
Fonte das informações: g1
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