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Sismo de magnitude 7,1 em Kumamoto causou desabamentos, explosão em shopping, queda de chaminé; dezenas de feridos e milhares sem energia e abrigados.
Comunidades rurais do sudoeste do Japão tentavam retomar a normalidade nesta quinta-feira, dois dias após um terremoto de magnitude 7,1 atingir a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, na terça-feira (28). O tremor provocou a explosão de um shopping, o desabamento da chaminé de uma fábrica e a destruição de residências.
Equipes de resgate continuam trabalhando na região, mas as chances de encontrar sobreviventes diminuem com o passar das horas. Autoridades provinciais confirmaram ao menos 23 mortos, e o secretário-chefe do Gabinete japonês, Minoru Kihara, informou que o número pode chegar a 28 com base em um levantamento policial que inclui casos ainda sob investigação.
O governo de Kumamoto informou que pelo menos 63 pessoas ficaram feridas, cinco em estado grave. O número de desaparecidos segue incerto.
O dano mais grave ocorreu no shopping Aeon Mall, em Kashima, que estava cheio de clientes no fim da tarde quando ocorreu a explosão em uma área do complexo. Cerca de 3 mil pessoas foram retiradas para um estacionamento antes da explosão. O segundo andar do centro comercial desabou e deixou pessoas presas nos escombros.
Até a manhã de quinta-feira, seis mortes foram confirmadas no shopping. Onze pessoas foram retiradas dos escombros do empreendimento; seis delas não resistiram aos ferimentos. Familiares de desaparecidos continuavam nas imediações em busca de informações.
Na cidade de Yatsushiro, a chaminé de uma fábrica da Nippon Paper Industries desabou. Equipes de resgate retiraram 10 pessoas com vida; outras oito morreram e uma permanecia desaparecida, segundo a gestão de desastres da província.
Milhares de moradores passaram outra noite em centros de evacuação montados em ginásios e outros locais públicos. Quase 23 mil imóveis permaneciam sem eletricidade e mais de 10 mil pessoas estavam abrigadas em cerca de 400 centros de acolhimento. Autoridades instalaram geradores e outras fontes de energia para manter o funcionamento de aparelhos de ar-condicionado nos abrigos.
Parte das residências segue sem abastecimento de água, e muitos moradores evitam voltar para casa por medo de novos desabamentos. O Ministério do Meio Ambiente emitiu alerta para risco de insolação na região de Kumamoto, onde as temperaturas podem chegar a 33°C, aumentando as preocupações com problemas de saúde agravados pelo calor.
Embora o Japão adote normas rígidas de construção para enfrentar abalos sísmicos, muitas casas na área atingida são do modelo tradicional japonês, mais vulnerável a tremores de grande intensidade, o que contribuiu para os danos observados.
As operações de busca e salvamento seguem em andamento, e autoridades alertam que os números oficiais podem ser atualizados à medida que novos levantamentos forem concluídos.
Resumo dos principais dados oficiais divulgados até a quinta-feira:
| Item | Quantidade |
|---|---|
| Mortes confirmadas | 23 |
| Mortes que podem chegar a | 28 (segundo levantamento policial) |
| Feridos | 63 (5 em estado grave) |
| Imóveis sem eletricidade | Quase 23.000 |
| Pessoas abrigadas | Mais de 10.000 |
| Centros de acolhimento | Cerca de 400 |
| Mortes confirmadas no Aeon Mall | 6 |
| Pessoas retiradas dos escombros do Aeon Mall | 11 (6 não resistiram) |
| Vítimas na fábrica em Yatsushiro | 10 resgatados vivos; 8 mortos; 1 desaparecido |
Fonte das informações: governo da província de Kumamoto e autoridades locais
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