Dr Farias confirma pre candidatura a Assembleia em Ji Parana
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Sete candidatos ao governo de Rondônia chegam às convenções de julho com rejeição em Porto Velho, falta de estrutura e disputas de alianças.
Com a Constituição de 1988 consolidou-se a prática eleitoral no Brasil, mas a existência de eleições não elimina limites constitucionais e práticos ao poder dos eleitos. Prefeitos e governantes encontram restrições previstas nas constituições federal e estadual e nas leis municipais, além do controle do Judiciário, e promessas de campanha muitas vezes não se concretizam diante dessas barreiras.
Entre os problemas que fogem ao alcance imediato de um gestor público está o envelhecimento da população. A questão coloca desafios a políticas públicas, sistemas de assistência social, decisões judiciais e instituições religiosas, e não admite soluções simples: negligenciar cuidados e compensações para idosos amplia o problema em vez de resolvê‑lo.
No plano eleitoral, sete candidatos disputam a corrida ao governo de Rondônia, com convenções partidárias previstas para julho e o pleito marcado para outubro. A disputa é definida por alianças, rejeição em centros urbanos e pela distribuição do eleitorado entre capital e interior do estado.
O senador Marcos Rogério (PL, Ji‑Paraná) figura como favorito, mas enfrenta alta rejeição em Porto Velho, cidade que concentra cerca de 30% do eleitorado estadual. Para tentar reduzir esse déficit, aposta em uma aliança com o atual prefeito de Porto Velho, Leo Moraes, que pode indicar o candidato a vice.
Adailton Fúria, ex‑prefeito de Cacoal e candidato do PSD, também tem dificuldades na capital. Sua campanha tem evitado a exposição do governador Marcos Rocha e de Expedito Júnior, coordenador com influência local, enquanto busca compensar a falta de prestígio com a indicação do comunicador Everton Leoni como vice.
Hildon Chaves, da federação que reúne União Brasil e Partido Progressista, enfrenta o desafio clássico de candidatos ligados à capital: consolidar presença no interior. Com dois terços do eleitorado em municípios fora de Porto Velho, Chaves tenta garantir uma vaga no segundo turno, mas corre o risco de perder identidade política por não se posicionar claramente como governista nem como oposição.
Expedito Neto, candidato do PT, busca uma identidade conservadora para disputar esse segmento do eleitorado, mas encontra resistência interna e dificuldade em rivalizar com postulantes já associados a esse perfil. A perspectiva de um eventual acordo com Adailton Fúria, articulado em parte por seu pai, Expedito Júnior, alimenta desconfianças entre eleitores.
Outros candidatos enfrentam fragilidade estrutural e de recursos. Samuel Costa (PSB‑Porto Velho) e Luís Carlos Teodoro (PSOL‑Porto Velho) carecem de aparato para competir com as candidaturas mais robustas. Pedro Abib (MDB) dispõe de uma base partidária consolidada e histórico de viradas eleitorais no estado, mas é visto como uma incógnita na corrida.
Nos bastidores, há especulação sobre rearranjos para as convenções: se Adailton Fúria não crescer até julho, existe a possibilidade de um alinhamento entre o governador Marcos Rocha e Hildon Chaves. Enquanto isso, Marcos Rogério tem se colocado como o principal opositor ao governo estadual em exercício, e o vice de Fúria, Everton Leoni, intensifica a divulgação das propostas da chapa.
Decisões de caciques locais, como Ivo Cassol e Leo Moraes, ainda não foram definidas e podem influenciar a configuração das alianças rumo ao pleito de outubro, quando as estratégias de interiorização, captação de votos na capital e montagem de estrutura de campanha deverão se provar decisivas.
Fonte das informações: material fornecido
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