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  • 17 Jun, 2026

Estudo de Potsdam alerta que a Amazônia pode se transformar em savana mais cedo, exigindo fim do desmatamento; em Rondônia, disputa eleitoral segue acirrada.

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Amazônia: risco de savanização e o ponto de não retorno

Cientistas alertam que a transformação da floresta amazônica em uma paisagem mais aberta, similar à savana, já é considerada um desfecho provável se medidas urgentes não forem adotadas. Um estudo do Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam, publicado em maio na revista Nature, indica que esse processo pode ocorrer antes do previsto em estimativas médias, em função da proximidade de um chamado "ponto de não retorno".

O que está em jogo é a combinação entre desmatamento e mudanças climáticas: com menor cobertura florestal, a capacidade da Amazônia de manter ciclos de chuva e umidade diminui, aumentando o risco de secas mais frequentes e incêndios. Esses efeitos amplificam-se mutuamente e podem levar a uma mudança duradoura no tipo de vegetação.

Segundo os pesquisadores, ainda há chance de evitar o pior, mas isso exige ações imediatas: interromper o desmatamento, recuperar áreas degradadas e reduzir rapidamente as emissões de gases de efeito estufa. Sem essas medidas, os impactos não se restringirão à região amazônica, mas terão consequências climáticas e ecológicas para o planeta.

Eleições em Rondônia: cenário e perspectivas

O PL organiza uma mobilização em Porto Velho na próxima semana para impulsionar a candidatura do senador Marcos Rogério ao governo de Rondônia. Rogério aparece na liderança das pesquisas estaduais, mas enfrenta resistência na capital, onde o ex-prefeito Hildon Chaves (PSD) detém vantagem. Porto Velho concentra cerca de um terço do eleitorado do estado, tornando-se um espaço decisivo para as chances de vitória em primeiro turno.

Rogério tem forte desempenho em redutos conservadores do interior, como o Vale do Jamari, a região central com influência de Ji-Paraná e o Cone Sul, liderado por Vilhena. Já nas regiões de Cacoal e do chamado "Café", sua aceitação é menor, onde o ex-prefeito Adailton Fúria (PSD) surge como alternativa com base local significativa e apoio da estrutura do governo estadual.

Analistas estimam que a eleição deve ir para o segundo turno, devido à força de Hildon Chaves em Porto Velho e à liderança de Adailton Fúria em municípios do interior. Para evitar dois turnos, Rogério precisaria reduzir substancialmente a vantagem de Chaves na capital e ampliar sua presença nas regiões onde Fúria domina.

Dinâmica de campanha e disputas locais

Além da disputa entre os principais nomes, a fragmentação do eleitorado na capital também favorece a realização de dois turnos: há múltiplos candidatos com base local que podem dividir votos na cidade. Enquanto isso, o senador Rogério busca ampliar a competitividade em Porto Velho, e Adailton Fúria tenta crescer fora de seu reduto em Cacoal para disputar vagas no segundo turno.

O Ministério Público Eleitoral abriu investigações e pediu a condenação de políticos acusados de antecipar campanha e promover autopromoção durante a Rondônia Rural Show por meio da distribuição de brindes. Os processos envolvem candidatos a cargos estaduais e federais; com a aproximação do calendário de exposições agropecuárias e das convenções partidárias, as penalidades por irregularidades tendem a se intensificar.

Notas rápidas

  • O eleitorado indígena no estado do Amazonas cresceu nos últimos anos, o que deve ampliar a representação do segmento em câmaras municipais e na Assembleia Legislativa na próxima década.
  • O Senado aprovou recursos adicionais para créditos rurais, decisão celebrada por parte do setor produtivo por facilitar o acesso ao financiamento.
  • O ex-governador Ivo Cassol declarou apoio ao ex-deputado federal Luís Cláudio em sua candidatura à Câmara Federal, com destaque para pautas do agronegócio.
  • Célio Lopes (UP) desponta como liderança jovem em ascensão na capital, com intenção de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: material fornecido