Morre em Porto Velho a jornalista Victoria Angelo Bacon
Referência no jornalismo rondoniense desde 2004, Victoria Ângelo Bacon atuou como colunista, apresentadora e professora; causa da morte não divulgada.
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Fabricada na Alemanha em 1936, a Locomotiva 18 "Barão do Rio Branco" foi restaurada e volta a operar em passeios turísticos no Complexo da Madeira-Mamoré.
Após 90 anos desde sua fabricação, a Locomotiva 18 voltou a percorrer os trilhos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em Porto Velho nesta sexta-feira (2), data em que a capital completou 112 anos. A máquina, conhecida como "Barão do Rio Branco", passou por recuperação e retomou operações em passeios turísticos no Complexo da Madeira-Mamoré.
Fabricada na Alemanha em 1936 pela L. Schwartzkopf, a locomotiva originalmente pertenceu à Rede de Viação Paraná-Santa Catarina e foi incorporada à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em 1950. Na época de sua chegada, a ferrovia — com 366 quilômetros entre Porto Velho e Guajará-Mirim — era peça-chave na integração de comunidades e no transporte de cargas e passageiros em uma região de difícil acesso.
A Locomotiva 18 tem 15,20 metros de comprimento, bitola de um metro e configuração de rodas 2-8-2, projeto pensado para operar em trechos com características distintas das grandes malhas ferroviárias brasileiras. Na Madeira-Mamoré, atuou no transporte de cargas regionais, como o látex, além de transportar passageiros.

O apelido "Barão do Rio Branco" remete ao diplomata José Maria da Silva Paranhos Júnior, cuja atuação nas negociações que resultaram no Tratado de Petrópolis esteve ligada à definição de fronteiras entre Brasil e Bolívia e à construção da ferrovia.
Ao longo das décadas, a locomotiva tornou-se símbolo do patrimônio ferroviário local. Nos anos 1980 e 1990 foi empregada em passeios entre o Complexo da Madeira-Mamoré e a comunidade de Santo Antônio, consolidando-se como referência na memória de Porto Velho.

Com o declínio do transporte ferroviário, a Locomotiva 18 deixou de operar e permaneceu preservada como peça do acervo do complexo. O projeto de recuperação buscou tornar novamente a máquina acessível ao público e restaurar sua função original de tracionar vagões em passeios turísticos.

O trabalho de reativação envolveu avaliações técnicas e levantamentos conduzidos pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), além da participação de órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio histórico, incluindo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Com a conclusão da restauração, a locomotiva retornou aos trilhos dentro do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, permitindo ao público vivenciar parte da operação ferroviária histórica e conhecer estruturas remanescentes da ferrovia que marcaram a formação de Porto Velho.
Fonte das informações: contilnetnoticias.com.br
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