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Inclusão da IA no letramento digital municipal prevê capacitação docente, manual de ética e projetos escolares para combater o analfabetismo digital.
O vereador Zé Paroca apresentou um Projeto de Lei que propõe incluir a disciplina de Inteligência Artificial (IA) como eixo do currículo de letramento digital nas escolas públicas municipais e em cursos profissionalizantes e de qualificação sob responsabilidade do Município.
A iniciativa visa preparar estudantes para a presença crescente da IA na vida cotidiana — desde assistentes virtuais e mecanismos de busca até sistemas de análise de dados e tomada de decisão — e promover desenvolvimento cognitivo, pensamento crítico e criatividade, além de combater o analfabetismo funcional e digital.
O projeto se apoia em estudos técnicos e publicações internacionais, entre eles premiações e diretrizes da UNESCO, o relatório "Perspectivas da Educação Digital da OCDE 2023" e artigo da Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação (REASE) sobre a integração de tecnologias de IA no currículo e suas implicações para a formação de professores.
A proposta abrange tanto a rede municipal de ensino quanto cursos de qualificação vinculados ao Município, com foco em usos pedagógicos e éticos da tecnologia.
Eixos fundamentais do projeto:
Segundo Paroca, "a introdução da IA no currículo escolar deve ser vista não apenas como um acréscimo ao conhecimento técnico dos estudantes, mas como uma ferramenta pedagógica poderosa para estimular o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas".
O projeto prevê também o desenvolvimento de projetos de pré-iniciação científica que utilizem IA como ferramenta central, permitindo aos alunos aplicar conhecimentos em questões reais e propor inovações para suas comunidades.
Atividades práticas previstas incluem a construção de protótipos, desenvolvimento de aplicativos e outras soluções tecnológicas, com ênfase no trabalho em equipe, interdisciplinaridade e comunicação — competências relevantes para o mercado de trabalho.
Além do potencial técnico, a inclusão da IA no ensino tem caráter inclusivo: busca reduzir desigualdades digitais e ampliar o acesso de estudantes de diferentes origens socioeconômicas a tecnologias emergentes.
Para a implantação, o projeto estabelece diretrizes operacionais como capacitação contínua de professores, disponibilização de recursos tecnológicos e a elaboração de um Manual de Diretrizes e Ética para o Uso de Inteligência Artificial, garantindo uso seguro, ético e alinhado aos objetivos pedagógicos.
Paroca destaca que a medida representa um avanço na educação pública local, posicionando o sistema educacional na vanguarda da inovação e preparando alunos para um futuro em que conhecimento e ética no uso das tecnologias serão determinantes no combate ao analfabetismo funcional e digital.
Fonte da imagem: Assessoria
Fonte das informações: Assessoria
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