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  • 08 Jun, 2026

Cientistas descartam impacto de Apophis em 2029; editorial aborda preparo para ameaças, simulação AmazonFACE e desafios políticos e de segurança em Rondônia.

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Modelos e planos de contingência existem para várias situações, mas um cenário de destruição global — como o impacto de um asteroide — continua hipotético e afasta a maioria da população de soluções viáveis. A alternativa mais citada, por ora, é a migração ao espaço, uma saída praticável apenas para um grupo muito reduzido de pessoas com recursos extremos.

O asteroide Apophis (99942), cuja aproximação em 2029 chegou a causar preocupação, já foi descartado pelos cientistas como risco de impacto na Terra. Ainda assim, a existência de outras ameaças reforça a necessidade de estratégias preventivas e de pesquisa.

No campo ambiental, o programa AmazonFACE, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, realiza experimentos que simulam aumento de CO₂ na floresta amazônica para avaliar como a vegetação e os ecossistemas reagiriam a esse estresse. O objetivo é identificar respostas adaptativas e subsidiar políticas para preservar a floresta diante de mudanças climáticas e pressões antrópicas.

Com a aproximação da Copa do Mundo e clima de otimismo em torno da seleção, a agenda política regional ficou em segundo plano, mas avanços locais seguem em pauta. A coordenação da campanha do pré-candidato Adailton Fúria foi atribuída à primeira-dama estadual Luana Rocha. O senador Marcos Rogério intensificou ações em Porto Velho com o apoio do prefeito Leo Moraes; a capital é apontada como ponto de maior rejeição a seu favor no estado, e a superação desse obstáculo é vista como decisiva para sua estratégia política.

Na fronteira oeste, em Guajará Mirim, a combinação de fiscalização fragilizada e cooperação transfronteiriça insuficiente tem favorecido crimes como tráfico de drogas e armas, extração clandestina de ouro e contrabando de combustível. Facções originárias de países vizinhos, além de organizações nacionais, vêm utilizando rotas diversas — inclusive pequenas aeronaves sobrevoando o Vale do Guaporé — para movimentar drogas e armamentos. Autoridades registraram apreensões de toneladas de entorpecentes nas rodovias de Rondônia ao longo do ano.

Há expectativas positivas sobre obras federais na região amazônica: recentementes foram entregues máquinas a municípios no Acre, foi anunciada a pavimentação do trecho médio da BR-319, que conecta Porto Velho a Manaus, e foram abertas as obras para a ponte binacional em Guajará Mirim, que ligará o Brasil à Bolívia. Em contrapartida, deputados estaduais e lideranças locais reclamam da incapacidade da bancada federal de reverter aumentos de pedágio na BR-364 e os preços elevados das passagens aéreas saindo de Rondônia.

O tema do pedagiamento voltou à agenda com a proposta de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Rondônia para investigar as tarifas aplicadas na BR-364 entre Porto Velho e Vilhena. Produtores e transportadores relatam custos de até R$ 2.500 por viagem de caminhão no trecho de ida e volta, o que pressiona o preço final de alimentos e insumos na região. Parlamentares estaduais defendem a investigação, mas há ceticismo sobre a capacidade do processo de resolver o problema, o que colocaria em xeque a atuação da bancada federal local.

Sobre infraestrutura, problemas de manutenção da BR-364 também afetam o Acre, onde há relatos de atraso no pagamento a empreiteiras e suspensão de obras. Em Rondônia, a insatisfação pública concentra-se no custo do pedágio e nas condições das rodovias.

No campo partidário, o MDB de Rondônia vem enfrentando divisões internas desde o lançamento do candidato ao governo, com ausências de lideranças históricas e a saída de figuras relevantes, o que tem dificultado a unidade da legenda.

Para as eleições de 2026, observa-se a formação de candidaturas com forte presença de familiares de políticos: filhos, irmãos e esposas aparecem em diversas chapas estaduais e federais, reforçando a tendência de continuidade de clãs políticos em municípios do interior e nas regiões metropolitanas.

O jornalismo regional também é lembrado: a profissão perdeu nomes importantes ao longo dos anos, e a reposição de profissionais com a mesma experiência e qualidade tem sido considerada difícil. Ao mesmo tempo, veteranos do rádio e da imprensa escrita seguem atuantes nas redações locais.

O panorama apresentado reúne desafios de segurança pública, pressões econômicas sobre logística e transporte, obras federais com impacto regional e disputas políticas internas, que devem marcar o debate público em Rondônia nos próximos meses.



Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo