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  • 20 Apr, 2026

A FAPERON e entidades locais buscam reduzir o ICMS para facilitar o abate de animais em outros estados, visando melhorar a remuneração dos pecuaristas em Rondônia.

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Atualmente, a pecuária de corte em Rondônia enfrenta sérios desafios. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON), juntamente com outras instituições, está facilitando a exportação de animais para abate, reduzindo a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). O objetivo dessa medida é controlar a oferta interna de gado, resultando em remuneração mais justa para os produtores e promovendo o aumento na retenção de fêmeas e na produção de bezerros.

As associações envolvidas têm focado em equilibrar a cadeia produtiva, respondendo às oscilações entre oferta e demanda. Nos últimos anos, o rebanho bovino em Rondônia cresceu de 14,8 milhões de cabeças em 2020 para 18,1 milhões em 2024/2025, apesar da expectativa de uma redução para 17,1 milhões até o final de 2025. Sem uma melhora nos preços recebidos pelos produtores, existe o risco real de uma queda contínua do rebanho, o que preocupa o futuro da sustentabilidade do setor.

O abate de bovinos em Rondônia tem aumentado, especialmente em frigoríficos voltados para a exportação. No entanto, a remuneração pela arroba bovina caiu significativamente desde 2023, colocando Rondônia entre os estados com as menores remunerações no Brasil.

A desvalorização da arroba tem gerado desmotivação entre os pecuaristas, fazendo com que muitos deixem a atividade ou optem pela agricultura. Isso resultou na diminuição do número de bezerros nascidos em 2024 e 2025, comprometendo o equilíbrio futuro da oferta.

Atualmente, há um excedente de animais disponíveis para abate em Rondônia, com escalas de abate que variam entre sete e nove dias em grandes frigoríficos da região, ao contrário de outras localidades onde a média é de quatro a cinco dias. Este cenário tem sido minimizado devido ao aumento das exportações, mas a taxação imposta pela China levanta preocupações sobre uma possível redução nas compras no segundo semestre, o que poderia pressionar ainda mais os preços.

Adicionalmente, a concorrência com produtores de outros estados, que oferecem preços mais altos pela arroba, tem levado à migração de bezerros e bezerras de qualidade superior para fora de Rondônia, o que poderá afetar, a longo prazo, a qualidade do rebanho local.

As perdas financeiras para os pecuaristas e para o estado são significativas, com uma diferença média de R$ 14,00 a R$ 20,00 por arroba, resultando em mais de R$ 500 milhões que deixam de circular na economia estadual anualmente. Esses recursos poderiam gerar empregos, investimentos, consumo e aumento na arrecadação de impostos, o que culminaria em prejuízos para os produtores, o Estado e, eventualmente, a indústria frigorífica.

A FAPERON, como voz do setor pecuário, espera que em breve se consiga um equilíbrio entre oferta e preços, considerado essencial para a sustentabilidade da cadeia produtiva de carne. As entidades seguem empenhadas em corrigir distorções de mercado, evitando a atual superabundância de gado e prevenindo futuras escassezes na oferta, em busca de uma pecuária mais equilibrada e sustentável em Rondônia.

Fonte da imagem: Reprodução

Fonte das informações: FAPERON