Justiça Eleitoral suspende anotação do DC em Porto Velho por omissão de 2020
Justiça Eleitoral suspendeu a anotação do órgão municipal do Partido DC em Porto Velho enquanto permanecer a omissão na prestação de contas relativas a 2020.
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Com a Copa-2026 em EUA, México e Canadá, sedes enfrentam gastos bilionários em estádios, mobilidade e segurança; custos variam de US$3–15 bi, mais de US$200 bi.
A partir de 12 de junho de 2026, Estados Unidos, México e Canadá recebem a Copa do Mundo da FIFA. Sediar o torneio traz grande visibilidade internacional, mas também demanda investimentos volumosos em diferentes setores além dos estádios.
O que é exigido para receber a Copa
A FIFA define padrões técnicos e operacionais que abrangem estádios com capacidade elevada, centros de treinamento, infraestrutura de mídia e telecomunicações, além de logística de transporte e hospedagem para delegações, imprensa e torcedores. Exigências específicas incluem acessibilidade, iluminação, energia, segurança e áreas para eventos públicos como fan fests.
As cidades-sede precisam garantir uma rede eficiente de aeroportos e meios de transporte entre sedes, reforço na segurança e serviços de hospitalidade. A edição de 2026, com 48 seleções e 104 partidas, aumenta significativamente a demanda logística em relação a torneios menores.
Exemplos de custos em edições recentes
Os valores variam conforme o país, a infraestrutura pré-existente e os objetivos políticos e econômicos do governo anfitrião:
Por que os custos são tão altos
Vários fatores elevam os gastos de uma Copa do Mundo:
Quem paga a conta
Na maioria dos casos, a maior parte dos investimentos vem do setor público, por meio de impostos, bancos públicos, fundos nacionais e parcerias público-privadas. Governos estaduais e municipais também costumam financiar obras de mobilidade e infraestrutura. A FIFA arrecada receitas substanciais com direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento, marketing, venda de ingressos e hospitalidade, obtendo lucros significativos com o torneio.
Participação do setor privado
Empresas privadas participam da construção, operação de estádios e de investimentos em hotéis, centros comerciais e concessões. Em 2026, o uso de arenas pertencentes a franquias privadas da NFL reduz a necessidade de novas construções em alguns locais, contribuindo para conter custos.
Retorno econômico e críticas
A realização da Copa pode gerar benefícios reais, como aumento do turismo, empregos temporários, obras de infraestrutura e maior visibilidade internacional. No entanto, economistas e comunidades locais frequentemente questionam se o retorno financeiro justifica os gastos, especialmente quando estádios ficam subutilizados após o evento e a manutenção se transforma em ônus permanente.
Tendências para o futuro
A FIFA tem incentivado o reaproveitamento de estádios existentes e candidaturas conjuntas para reduzir custos e críticas sobre desperdício. A Copa de 2026, sediada por três países com grande parte da infraestrutura já disponível, ilustra essa tendência, embora cidades ainda invistam em reformas e modernização urbana para atender às exigências do torneio.
Quanto custa, em termos práticos?
O custo de sediar uma Copa pode variar muito: modelos mais tradicionais costumam exigir entre US$ 3 bilhões e US$ 15 bilhões; projetos extremamente ambiciosos e integrados a planos nacionais de desenvolvimento podem ultrapassar os US$ 200 bilhões. O valor final depende da infraestrutura existente, do escopo das obras e dos objetivos políticos e econômicos do anfitrião.
Para alguns governos, a Copa é sobretudo um evento esportivo; para outros, é uma ferramenta de transformação e projeção internacional, o que explica discrepâncias tão grandes entre orçamentos e resultados.
Fonte das informações: Assessoria, Tribunal de Contas da União, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e publicações setoriais
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