Seleção de Rondônia para Taça das Favelas sai após peneira
Após estreia feminina da Taça das Favelas em Rondônia, 240 atletas de 12 equipes disputam vagas; seleção será definida em peneira para viajar ao Paraná.
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Pela primeira vez no país, Copa do Mundo Feminina 2027 será em oito cidades; meninas e atletas esperam legado cultural, visibilidade e incentivo ao futebol.
Após a Copa do Mundo masculina, a atenção se volta para a Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil pela primeira vez entre 24 de junho e 25 de julho do ano que vem. O torneio reunirá 32 seleções e promete movimentar cidades por todo o país.
A empolgação aparece desde as crianças: Manuela Baère, de 6 anos, já faz aulas de futebol e espera ver as jogadoras em campo. "Eu adoro futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol? E eu estou doida para ver as meninas jogarem. A gente só vê os meninos. Estou toda doida para a gente ver as meninas jogarem", conta.
Adolescente de 13 anos, Sofia Seabra, fã da atacante Marta, planeja acompanhar a abertura no Maracanã e diz que a competição a inspira. "Estou muito empolgada com a Copa do Mundo feminina do ano que vem, que eu vou até me comportar melhor para eu poder ver o jogo no Rio de Janeiro. Cresci jogando futebol ao lado de meninos, mas isso nunca me deixou para baixo. Mesmo com a capacidade física menor que a deles, sempre me esforçava mais e mais para poder evoluir. Vou estar torcendo muito o ano que vem", relata.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou, em abril, a ex-capitã Aline Pellegrino como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027. Pellegrino destaca o potencial do mundial para promover mudanças culturais: "Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher nessa sociedade, o quanto essa Copa ela vai também pro lado social, pra gente enquanto sociedade ser uma sociedade mais igualitária. E eu acho que o futebol tem esse poder de mudança, de transformação."
Jogadora do time Republicanas de Brasília, Myllene D'Arc, de 34 anos, afirma que o torneio deve ampliar a visibilidade do futebol feminino e reforçar que o esporte é para mulheres também. "A minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que vai dar muito mais visibilidade, né, para as mulheres, de mostrar que futebol não é só para homem, né? É para mulher também e a gente pode fazer o que quiser, o esporte que quiser, porque somos empoderadas", diz.
As opiniões nas ruas variaram entre otimismo e cautela, mas a maioria considera essencial maior valorização e visibilidade para as atletas. O Brasil sediará partidas em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Desde 1991, quando foi realizada a primeira edição da Copa do Mundo Feminina, a taça foi levantada por quatro seleções ao longo das nove edições do torneio. Para as jogadoras e torcedoras brasileiras, o desafio é aproveitar a estreia como país-sede para buscar, pela primeira vez, o título mundial em casa.
Fonte da imagem: Agência Brasil
Fonte das informações: Agência Brasil
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