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A CNBB critica veementemente o PL 192/2023 que propõe mudanças na Lei da Ficha Limpa, destacando seu papel essencial contra a corrupção e a ética política.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou forte oposição ao Projeto de Lei Complementar 192/2023, que propõe alterações nos prazos de inelegibilidade estabelecidos pela Lei da Ficha Limpa. A votação desse projeto está marcada para esta quarta-feira (27/8) no Plenário do Senado.
No documento divulgado, a CNBB expressou "perplexidade e indignação" em relação a essas propostas. A Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010, é considerada uma conquista democrática fundamental, resultado da mobilização de milhões de brasileiros e de diversas organizações e igrejas. Reconhecida nacionalmente, a lei se tornou um marco na luta contra a corrupção.
Na véspera da votação, a CNBB reforçou sua posição contrária às modificações, afirmando que se compromete em defender a Lei da Ficha Limpa. A entidade classificou as propostas como ataques à ética política e reforçou que a lei é crucial para a construção de um Brasil mais justo e democrático.
Se o PL 192/2023 for aprovado, ele poderá beneficiar figuras como o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e os ex-governadores José Roberto Arruda e Anthony Garotinho. Além disso, em Rondônia, beneficiaria o ex-governador Ivo Cassol e o ex-senador Acir Gurgacz. Tal projeto foi apresentado pela deputada federal Dani Cunha, filha de Eduardo Cunha.
A CNBB alertou que as mudanças enfraquecem os mecanismos de proteção da Lei da Ficha Limpa, especialmente em relação a políticos condenados por crimes graves, cuja inelegibilidade poderia ser reduzida ou anulada antes do cumprimento total das penas. Isso inclui isenções para abusos de poder político e econômico, comprometendo o combate à corrupção.
Além da CNBB, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) também se manifestou contra o projeto, considerando-o um grave retrocesso à legislação eleitoral. O movimento destacou que o PLP 192/2023 enfraquece a Lei da Ficha Limpa ao flexibilizar os prazos de inelegibilidade, permitindo que políticos condenados retornem às urnas sem terem cumprido integralmente suas sanções.
O manifesto do MCCE ressalta que enfraquecer a legislação representa um desrespeito à vontade popular e abre espaço para o retorno precoce de políticos que já traíram a confiança da população.
Fonte da imagem: Divulgação
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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