Janja pede bloqueio imediato do Discord após morte de menina
Na sanção de lei sobre crimes sexuais Janja pediu bloquear o Discord após caso de menina de 13 anos que teria se suicidado ao vivo e cobrou instrumentos legais.
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Candidatos ignoram complexidade da Amazônia; em Rondônia, falhas em habitação, saneamento e segurança afetam comércio, água e desgastam governantes.
Dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) relataram surpresa com a pouca atenção que candidatos à Presidência dedicam aos temas relacionados à Amazônia. Segundo observações de representantes do setor, a região é geralmente tratada com mensagens simplificadas de campanha, que não conseguem abarcar sua complexidade socioambiental e econômica.
Ao abordar a floresta e as populações locais, os candidatos costumam reproduzir contradições: promessas genéricas — como “priorizar a segurança” — funcionam bem em slogans eleitorais, mas não equacionam problemas estruturais como o crime organizado transnacional ou as causas profundas da pobreza local. Especialistas ouvidos apontam que as equipes de campanha priorizam fórmulas publicitárias fáceis em vez de propostas técnicas e detalhadas.
Em Rondônia, temas práticos e imediatos ganham espaço na agenda regional. Em Brasília, o ex-senador Acir Gurgacz (PDT-RO) articulou recentemente a revisão do pedagiamento na BR-364, medida encarada como uma esperança por prefeitos e lideranças locais. Mesmo fora do cargo, Gurgacz tem atuado como interlocutor junto ao governo federal, mobilizando recursos de emendas e apoio para projetos de infraestrutura municipal.
Há também reclamações sobre a fiscalização de conjuntos habitacionais no estado. Obras como o mega conjunto Orgulho do Madeira, inaugurado há quase uma década, seguem apresentando problemas de esgoto a céu aberto, falta de água e fissuras em moradias. Fontes apontam falhas na fiscalização da Caixa Econômica, inaugurações sem vistorias detalhadas por prefeitos e pressões políticas para exposição de obras, o que contribui para a recorrência de defeitos nas construções.
No comércio de Porto Velho, lojistas relatam retração nas vendas atribuída a várias causas: crescimento das apostas eletrônicas e das plataformas de comércio online, aumento do endividamento das famílias e redução do fluxo de consumo local. O pagamento em dia dos servidores públicos federais, estaduais e municipais tem sido apontado como o principal fator que ainda sustenta a circulação de recursos na cidade. Observa-se também fechamento de agências bancárias e redução de caixas eletrônicos, fenômeno que reduz a presença física do sistema financeiro e altera os padrões de consumo.
A insatisfação popular com governadores ao término de mandatos é outro tema recorrente em Rondônia. Ao longo da história política estadual, saudações hostis e protestos contra chefes do Executivo, inclusive na capital, mostraram-se frequentes. Ex-governadores como Jorge Teixeira e Ivo Cassol deixaram legados que dividem opiniões e mantêm altos índices de rejeição entre parcelas da população.
O atual governador Marcos Rocha enfrenta críticas similares às de antecessores, sobretudo em áreas como saúde e segurança pública. Servidores e movimentos locais o tratam, em parte, como um governante em fim de mandato; a avaliação pública aponta falta de obras emblemáticas e resultados considerados aquém do esperado no segundo mandato.
Em nível local, autoridades e moradores alertam para uma possível crise hídrica na região metropolitana de Porto Velho: poços caseiros têm registrado queda no nível de água, especialmente nos bairros mais populosos das zonas Leste e Sul, e proprietários vêm aprofundando poços para garantir abastecimento.
No campo político-eleitoral estadual, pré-candidaturas e articulações seguem em curso. O pré-candidato ao governo pelo MDB, Pedro Abib, tem percorrido municípios em um motorhome para ouvir propostas da população e construir seu programa. O senador Confúcio Moura (MDB) mantém o método tradicional de visitas municipais. Em evento movimentado em Ji-Paraná, a deputada federal Silvia Cristina lançou sua pré-campanha ao Senado.
Fonte das informações: reportagens locais, relatos de autoridades e documentos públicos
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