Buscas na casa de Ilhan Omar em Washington por fraude imigratória
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Auditoria do TCE-RO apura contrato sem licitação de R$450 mil para show; valor subiu R$215 mil após inclusão de DJ e será comparado ao mercado.
O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) abriu investigação sobre a contratação, sem licitação, do show da banda Bonde do Forró, da cantora Juliana Bonde e do "DJ Maluco" nas comemorações dos 97 anos de Guajará-Mirim (RO). A apuração busca esclarecer indícios de sobrepreço e outras possíveis irregularidades no contrato.
O contrato, firmado por meio de inexigibilidade, foi fechado em R$ 450 mil. Segundo a análise técnica do TCE-RO, a proposta inicial da empresa para as apresentações do Bonde do Forró e de Juliana Bonde era de R$ 235 mil. O valor subiu R$ 215 mil após a inclusão do "DJ Maluco".
Para avaliar a compatibilidade do preço com o mercado, o Tribunal comparou o valor contratado em Guajará-Mirim com outras contratações do Bonde do Forró em 2026, encontrando valores inferiores. A tabela abaixo resume as diferenças identificadas.
| Ocorrência | Valor |
|---|---|
| Contrato em Guajará-Mirim (com inclusão do "DJ Maluco") | R$ 450 mil |
| Proposta inicial da empresa (Bonde do Forró e Juliana Bonde, sem DJ) | R$ 235 mil |
| Contratação em Mato Grosso (2026, Bonde do Forró) | R$ 185 mil |
| Contratação em Minas Gerais (2026, Bonde do Forró) | R$ 170 mil |
O TCE-RO também questiona a contratação do "DJ Maluco" como atração independente. Os técnicos não localizaram referências de mercado que justifiquem o valor adicional pago por ele e levantaram indícios de que ele atua como produtor musical e integrante da estrutura do Bonde do Forró. A investigação vai apurar se o DJ realizou apresentação separada ou se já integrava a banda.
Outro fator considerado é que o evento ocorreu em um único dia e utilizou a mesma estrutura de palco, som e iluminação para todas as apresentações, o que, segundo o relatório, exige esclarecimento sobre a necessidade e a justificativa para o acréscimo de R$ 215 mil no contrato.
Além do possível sobrepreço, o Tribunal investigará alterações no objeto do contrato após a proposta inicial, a justificativa para a contratação sem licitação e a informação de que a formação principal do Bonde do Forró poderia ter outro compromisso na mesma data do evento, realizado em 11 de abril.
Diante dos indícios, a apuração preliminar foi transformada em fiscalização de atos e contratos, sob responsabilidade da Secretaria-Geral de Controle Externo do TCE-RO, que aprofundará as investigações para verificar a existência de irregularidades.
A prefeitura de Guajará-Mirim e a empresa contratada não responderam aos pedidos de esclarecimento sobre o caso.
Fonte da imagem: Reprodução/Instagram
Fonte das informações: Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO)
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