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  • 06 Jun, 2026

Em Porto Velho, consumidores denunciam alta nos preços de alimentos e deterioração de perecíveis, cobrando fiscalização mais rigorosa de Procon e Vigilância.

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Porto Velho enfrenta aumento acentuado nos preços de alimentos e queda na qualidade de produtos perecíveis em supermercados, segundo relatos de consumidores e comerciantes. A situação tem gerado reclamações e pedido de fiscalização mais rígida por órgãos de defesa do consumidor e pela Vigilância Sanitária.

Moradores afirmam que a alta ocorreu em curto período. A dona de casa Erenilce Marques diz que, em um mês, o preço da cenoura subiu de R$ 3,50 para R$ 13,99; o tomate, de R$ 4,50 para R$ 13,75; e a batata-doce, de R$ 3,50 para R$ 9,50. "Isso é um absurdo, tem que ter fiscalização", afirma.

Erenilce também relata grande variação de valores entre estabelecimentos: "Você vai em um mercado, como o Irmão Gonçalves, encontra um preço. Vai em outro, já é diferente. Tem que pesquisar muito, porque cada lugar está de um jeito."

A empresária Maria Viena do Nascimento, proprietária de um restaurante, ressalta o impacto econômico para quem depende dos alimentos para trabalhar. "Está tudo caro: tomate, pimentão, cebola, batata, cenoura… Como vamos trabalhar desse jeito? Isso é um absurdo. Cadê a fiscalização nos supermercados?" questiona.

A moradora do bairro Monte Sinai, Tatiane Lima, aponta também problemas na qualidade dos produtos comercializados. Segundo ela, muitos legumes chegam estragados aos pontos de venda e, mesmo assim, os preços não são reduzidos. "Daqui a uns dias ninguém vai poder comer. Um dia está um preço, no outro já está mais caro. Só sobe", relata.

Tatiane denuncia práticas que considera enganosas, citando placas de promoção rasuradas e produtos em condição inadequada para consumo, como berinjelas em péssimas condições. "A batata-doce está com placa de promoção de R$ 9,59, mas riscaram e continuou o mesmo valor. Isso é enganar o consumidor", diz.

Além do impacto financeiro das altas, a venda de alimentos deteriorados ou mal armazenados traz risco à saúde pública. Especialistas consultados pelos moradores defendem fiscalização que inclua verificação de notas fiscais, controle dos preços praticados e fiscalizações sanitárias frequentes.

Consumidores e comerciantes cobram atuação conjunta entre órgãos reguladores, como o Procon e a Vigilância Sanitária, e os próprios supermercados para garantir transparência, qualidade dos produtos e respeito ao direito do consumidor. A pressão por medidas efetivas aumenta na tentativa de assegurar acesso a alimentos em condições adequadas e com preços justos em Porto Velho.

Fonte das informações: relatos de moradores e comerciantes de Porto Velho