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  • 19 Apr, 2026

A prorrogação do prazo para o plantio de soja em Rondônia até 20 de janeiro assegura que 100% da área prevista seja semeada, apesar das dificuldades climáticas.

A Agência de Defesa Agrosilvopastoril (Idaron) anunciou a prorrogação do calendário de semeadura de soja até o dia 20 de janeiro, uma medida que impactará positivamente os resultados da safra 2023-2024 em Rondônia. A decisão foi tomada em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e busca minimizar os efeitos do El Niño nos diversos setores do estado. Com essa prorrogação, espera-se que Rondônia consiga concluir a safra atual com 100% da área de soja plantada e colhida, mantendo resultados semelhantes aos da safra anterior.

O governador Marcos Rocha elogiou os resultados e destacou o potencial do agronegócio no estado. Ele afirmou que é um marco importante para a economia local conseguir manter 100% da área plantada, mesmo diante das adversidades climáticas. Rocha também ressaltou a crescente relevância de Rondônia na produção e exportação de alimentos.

No entanto, a situação não foi isenta de desafios. Um alerta de seca grave, emitido no começo de novembro pelo Centro Gestor Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), ocorreu quando 70% da área agrícola já havia sido semeada. Como consequência dessa seca, cerca de 10% da área semeada precisou ser replantada, com índices de chuva não favoráveis ao cultivo.

Em regiões como Porto Velho e Nova Mamoré, que correspondem a 30% da área de produção, a extensão do prazo de plantio permitiu que os produtores semeassem na segunda quinzena de dezembro e na primeira quinzena de janeiro, momentos em que houve mais chuvas. Essa flexibilização foi excepcional devido à influência do El Niño.

Embora as previsões de Censipam sobre a seca grave não tenham se concretizado completamente, a quantidade de chuva foi insuficiente e levou a uma expectativa de queda na produtividade da soja. Os dados da Idaron, em parceria com a Aprosoja, indicam que a safra atual deve alcançar aproximadamente 2.046 milhões de toneladas em 620 mil hectares, um leve aumento em relação à safra anterior, que produziu 2.036,7 milhões de toneladas em 595 mil hectares.

No entanto, a produtividade por hectare sofreu com os efeitos climáticos. Enquanto a última colheita registrou 3.423 quilos de soja por hectare, a previsão atual é de 3.300 quilos por hectare. O El Niño afetou o desenvolvimento da lavoura, impedindo um maior aumento na produtividade.

Em relação ao resultado final, a situação é mista. A colheita da soja começou na segunda quinzena de janeiro e, enquanto 70% foi plantado conforme o calendário normal entre outubro e novembro, os outros 30% foram semeados em dezembro e janeiro. A colheita dessas áreas ocorrerá até a segunda quinzena de abril, comprometendo a janela de plantio para o milho, que poderá perder cerca de 30% de sua produção total devido à falta de tempo para plantar antes do período seco.

Fonte das informações: Idaron