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  • 10 Jun, 2026

Ferramenta lançada em Porto Velho usa IA para registrar por voz ou vídeo dados de pescaria, gerando relatórios que auxiliam pesquisa e facilitam emissão do REAP

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Nesta quarta-feira (10), será lançado em Porto Velho (RO) o Ictio Áudio, um aplicativo de automonitoramento pesqueiro que utiliza Inteligência Artificial para registrar informações de pescarias por comandos de voz ou por vídeo.

O evento de lançamento será realizado às 18h na sede do CENSIPAM (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), logo após o encerramento da IV Conferência Nacional de Pesca e Aquicultura.

A tecnologia foi desenvolvida pelo Laboratório de Ictiologia e Pesca (LIP) e pelo grupo SACI (Segurança, Algoritmos, Computação e Inovação) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em parceria com a Associação Ecoporé e com apoio da Wildlife Conservation Society (WCS).

O aplicativo foi pensado para ser acessível e de uso simples: o pescador informa verbalmente dados sobre a atividade ao celular, e a Inteligência Artificial transcreve, interpreta e organiza essas informações em um banco de dados científico, com tratamento de dados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Entre os detalhes que podem ser registrados por voz estão o local da pescaria, a espécie capturada, o número de dias de pesca, a quantidade de pessoas envolvidas, o peso total e dados biológicos essenciais das capturas.

O Ictio Áudio é uma evolução da plataforma Ictio e integra o programa Ciência Cidadã para a Amazônia, iniciativa da Aliança Águas Amazônicas. A ferramenta funciona como um banco de dados que auxilia pesquisadores a mapear migrações de peixes e identificar fatores ambientais que afetam o sistema de água doce da região.

Além de suprir lacunas históricas de informação para a conservação, o aplicativo tem um benefício prático para os pescadores: os relatórios gerados podem ser usados como comprovantes para a emissão do Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), o que deve desburocratizar a comprovação da atividade pesqueira em Rondônia.

Fonte das informações: Universidade Federal de Rondônia (UNIR) / assessoria