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  • 06 Aug, 2026

Instituições públicas debatem os 30 anos dos massacres de Corumbiara e Eldorado dos Carajás, avaliam avanços e desafios da reforma agrária e direitos no campo.

Instituições públicas realizaram, nesta semana, um encontro público no auditório do Ministério Público do Trabalho (MPT) dedicado à reflexão sobre mais de 30 anos de dois episódios emblemáticos da violência no campo: os massacres de Corumbiara (RO) e Eldorado dos Carajás (PA).

O objetivo do evento foi avaliar avanços, identificar desafios e discutir permanências na luta pela terra e na garantia de direitos no meio rural, além de promover diálogo entre o poder público e a sociedade civil sobre prevenção de novos conflitos.

O debate contou com a participação de representantes do Ministério Público Federal (MPF), do MPT, da Defensoria Pública da União (DPU), do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE-RO), entre outras instituições.

Para o procurador Raphael Bevilaqua, a preservação da memória é fundamental para enfrentar as desigualdades no campo. Ele afirmou que o direito à memória e à verdade reforça a luta pela reforma agrária, lembrando que os massacres revelaram que a disputa pela terra ainda estava longe de ser resolvida. Bevilaqua destacou a necessidade de fixar população no campo e garantir trabalho, moradia e alimentação adequada, além da importância da aproximação dos movimentos sociais ao Ministério Público Federal para alcançar resultados.

O procurador‑chefe do MPT, Lucas Brum, ressaltou a importância da articulação institucional na defesa dos direitos rurais. Segundo ele, o encontro não serve apenas para relembrar tragédias históricas, mas para reafirmar a necessidade de trabalhar temas de direitos humanos, entender a reforma agrária, discutir redistribuição de terras e priorizar a valorização do trabalhador rural.

A pauta do encontro incluiu revisão dos marcos históricos dos conflitos agrários, análise da persistência de violações de direitos no meio rural e discussões sobre reforma agrária, violência no campo, direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais, além de estratégias institucionais de prevenção a novos conflitos.

Os participantes buscaram compatibilizar memória e ação institucional, apontando iniciativas e lacunas para avançar na proteção de direitos e na resolução de disputas por terra no país.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo

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