Crea RO promove minicurso de estruturas protendidas com Eberick
Em 23/4, Crea-RO oferece mini-curso gratuito sobre estruturas protendidas com Eberick para profissionais e estudantes; 18h30–21h30, ministrado por Fábio Kikuchi
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A concessão da Hidrovia do Rio Madeira pode reduzir em 24% o frete, facilitando a navegação e o escoamento de grãos, com leilão previsto para 2026.
A concessão da Hidrovia do Rio Madeira, que conecta Porto Velho (RO) a Itacoatiara (AM), tem o potencial de reduzir em cerca de 24% o valor do frete. Essa análise foi realizada pela Antaq e pela Infra S.A, conforme dados divulgados. Especialistas projetam que essa queda ocorrerá de forma "natural", resultando da melhoria nas condições de navegação ao longo do ano.
Com a hidrovia mais navegável durante todo o ano, inclusive em períodos de estiagem e à noite, embarcações de maior porte poderão operar com mais frequência. Atualmente, durante a seca, as barcaças precisam reduzir significativamente suas cargas para evitar encalhes, o que eleva os custos e compromete a eficiência do corredor logístico.
No ano de 2024, a severa seca que afetou os rios da Amazônia impossibilitou o transporte de grãos pelo Madeira. Como resultado, exportadores foram forçados a redirecionar a produção para rotas mais longas nas regiões Sul e Sudeste do país.
O estudo de concessão estipula um calado mínimo de 3 metros para garantir a segurança da navegação. Para manter essa profundidade, serão necessárias dragagens periódicas e o reforço da sinalização. O custo estimado para cobrir essas operações será uma tarifa de R$ 0,80 por tonelada transportada, com uma exceção: ribeirinhos e pescadores não pagarão pedágio, conforme informação do governo federal.
Com a implementação da concessão, o governo projeta que o fluxo na hidrovia possa chegar a até 21 milhões de toneladas. Os investimentos privados esperados podem alcançar R$ 109 milhões até o quarto ano do contrato. O leilão para a concessão deve ocorrer em 2026, embora a proposta enfrente resistência da bancada do Amazonas no Senado, que já manifestou oposição ao modelo.
A hidrovia do Madeira faz parte do Corredor Logístico Norte e é crucial para o escoamento de soja, milho e açúcar produzidos no Mato Grosso. Além do transporte de cargas, o trajeto também possibilita o deslocamento de passageiros e fornece abastecimento a centros urbanos do Centro-Oeste.
Fonte da imagem: BNC Amazonas
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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