Carregando...

  • 05 Aug, 2026

Decisão judicial valida renegociação de R$61,4 bi: 81,6% dos credores aprovaram, com conversão em units, venda de ativos e aumento de capital.

A Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira (30) o plano de recuperação extrajudicial da Raízen, tornando efetiva a renegociação de cerca de R$ 61,4 bilhões em dívidas financeiras da companhia com bancos e investidores.

A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parcelas das dívidas diretamente com credores, com o objetivo de obter prazos ou condições melhores de pagamento para reorganizar as finanças e evitar a falência. Apesar de ser negociada fora do âmbito judicial, a homologação judicial confere validade e aplicabilidade dos termos a todos os credores abrangidos pela reestruturação.

A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca Central de São Paulo. Segundo comunicado da Raízen, 81,6% dos credores financeiros sem garantias específicas aderiram ao plano, percentual considerado suficiente para a homologação, e não houve contestação ao pedido.

Em nota, a empresa afirmou que a homologação reforça a confiança dos stakeholders na solução consensual adotada, ao conciliar necessidades de liquidez de curto prazo com uma estrutura de capital adequada e sustentável no longo prazo.

Com a homologação, a Raízen deverá implementar as medidas previstas no plano de reestruturação. Entre as principais ações estão a possibilidade de conversão de parte dos créditos em participação acionária por meio da emissão de units, a oferta de novos títulos de dívida garantidos e um aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, que terá integralização pela Shell Brasil Petróleo e, caso confirme adesão, também pela Aguassanta Participações, controlada pela família de Rubens Ometto, grupo ligado à Cosan.

O plano também prevê reorganização societária, com a separação dos negócios de distribuição de combustíveis e de energia, além da venda de ativos e outras medidas destinadas a ajustar a estrutura operacional e financeira da companhia.

A implementação das ações dependerá dos prazos e condições estabelecidos no plano e das decisões futuras dos participantes da operação.

Fonte das informações: G1

Sua experiência neste site será melhorada, permitindo que os cookies Política de Cookie