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  • 06 Aug, 2026

Contrato de US$60-70 milhões prevê até 400 MANPADS QW-12 e FN-16, transporte por Hong Kong e via Paquistão; China e Paquistão negam envolvimento.

O Irã deve receber nas próximas semanas entre 300 e 400 lançadores portáteis de mísseis antiaéreos (MANPADS) fornecidos pela China, segundo fontes anônimas ouvidas nesta quarta-feira (29). O contrato é estimado entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões e, segundo as fontes, foi assinado por uma empresa intermediária de Hong Kong.

O acordo teria sido firmado com a Zhongqing Baoshang International Investment, que atuou como intermediária entre o governo iraniano e o fornecedor chinês. O Ministério das Relações Exteriores da China negou a informação, enquanto o governo do Irã não respondeu imediatamente a pedidos de esclarecimento.

As fontes afirmam que a compra inclui os modelos chineses QW-12 e FN-16. Ambos são mísseis lançados do ombro e guiados por infravermelho, projetados para engajar aeronaves em baixa altitude, helicópteros e drones. São sistemas móveis, indicados para proteção rápida de bases militares, instalações de energia e outros alvos estratégicos.

O plano de transporte previsto nas informações obtidas indica envio aéreo inicial desde Urumqi, no oeste da China, com um trecho posterior passando pelo Paquistão até o Irã. As Forças Armadas do Paquistão negaram qualquer envolvimento, classificando as alegações como "totalmente falsas e inventadas". O Ministério paquistanês das Relações Exteriores não se pronunciou.

Fontes ressaltam que, embora o contrato tenha sido assinado, o cronograma de entrega, a quantidade final de equipamentos e outros detalhes ainda podem mudar.

A aquisição ocorre em um contexto de rearmamento iraniano após meses de confrontos em que Estados Unidos e Israel atingiram instalações vinculadas a programas iranianos de mísseis, drones e defesa aérea. Em resposta a esses ataques, o Irã lançou sucessivas ondas de mísseis balísticos e drones.

Especialistas e autoridades citadas pelas fontes destacaram que o conflito evidenciou a vulnerabilidade de instalações militares fixas diante de aeronaves modernas e de armamentos guiados de alta precisão, o que explicaria a busca por sistemas móveis de defesa de curto alcance.

No fim de semana anterior, os Estados Unidos interromperam temporariamente duas semanas de bombardeios; o presidente Donald Trump afirmou que os ataques poderiam ser retomados caso negociações não resultem no fim do conflito.

Se confirmada, a entrega de centenas de MANPADS ampliaria de forma significativa o arsenal iraniano de defesa aérea de curto alcance e aprofundaria a cooperação militar entre China e Irã, segundo as fontes consultadas.

Fonte da imagem: Majid Asgaripour/Wana/Reuters

Fonte das informações: agências internacionais e fontes anônimas

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