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  • 26 May, 2026

Escola estadual em Porto Velho passa a recolher celulares nas aulas com armários por turma e apoio dos pais para aumentar concentração e reduzir distrações.

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Escola Estadual de Ensino Médio Lydia Johnson de Macedo, em Porto Velho, passou a recolher celulares durante o período das aulas a partir desta semana como medida para reforçar a disciplina e melhorar o desempenho escolar.

A ação foi apresentada pela direção da unidade após tentativas anteriores de controle por meio de acordos pedagógicos. Segundo a diretora Débora Macêdo Oliveira, os combinados com os alunos não surtiam efeito: muitos continuavam a usar os aparelhos escondido ou com fone de ouvido, prejudicando o ensino e a aprendizagem.

“Existe uma lei federal que proíbe o uso do aparelho celular nos ambientes pedagógicos. Primeiro nós fizemos um acordo com os estudantes para que eles não utilizassem os aparelhos dentro da sala de aula, mas infelizmente isso não funcionou. Muitos continuaram trazendo escondido, usando com fone de ouvido, e isso acaba prejudicando diretamente o ensino e a aprendizagem”, explicou a diretora.

Para implementar a medida de forma organizada, a direção promoveu reuniões com pais e responsáveis. Em consenso com as famílias, foi montada uma sala com armários identificados por turma: o estudante identifica o celular, guarda o aparelho ao chegar e retira ao final da aula. As reuniões ocorrem às sextas-feiras até que todas as turmas sejam atendidas.

A justificativa apresentada pela escola é reduzir distrações e melhorar a concentração em sala. A direção cita estudos que apontam impacto negativo do excesso de telas no rendimento escolar, especialmente na capacidade de atenção e assimilação de conteúdos.

O estudante Matheus Galheira do Nascimento, 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio, avaliou a iniciativa positivamente, reconhecendo que o celular costuma interferir no foco durante as aulas. “Eu acho uma iniciativa muito boa, porque o celular é uma tentação para o aluno e acaba desfocando bastante. Eu mesmo, às vezes, ficava mexendo para responder pessoas e acabava perdendo atenção do que estava acontecendo na aula”, disse.

Ao mesmo tempo, Matheus manifestou preocupação sobre responsabilidade em caso de perda ou dano dos aparelhos recolhidos, levantando a necessidade de clareza sobre a guarda e segurança dos celulares enquanto estiverem sob a organização da escola.

A direção informou que a medida passa a integrar a rotina dos estudantes e será acompanhada pela equipe pedagógica e pelas famílias ao longo do ano letivo para avaliar resultados e ajustar procedimentos.

Fonte da imagem: Rondoniaovivo/Miro Costa

Fonte das informações: Rondoniaovivo/Miro Costa