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  • 17 Apr, 2026

Pesquisa em Roraima confirma pegadas de dinossauros na Amazônia; coluna analisa polarização em Rondônia para 2026, crise de mão de obra e presença de facções.

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Geólogos e paleontólogos da Universidade Federal de Roraima afirmam que a Amazônia foi palco de intensa circulação de dinossauros há cerca de 110 milhões de anos. A conclusão decorre da análise de cerca de uma dezena de pegadas fossilizadas, coletadas em 2011 e descritas em estudo recentemente publicado na revista Pesquisa do Cretáceo.

Os pesquisadores analisaram as marcas preservadas em rocha e, a partir das características das pegadas, estabeleceram que pelo menos seis espécies diferentes de dinossauros habitaram a região. As evidências indicam uma concentração maior de indivíduos do que a registrada até agora em outras áreas do país, e os cientistas consideram plausível a presença de um número ainda maior de espécies.

Os especialistas ressaltam que a descoberta transforma uma hipótese em evidência arqueopaleontológica prática: as pegadas fornecem vestígios diretos de presença e comportamento que complementam as informações obtidas por ossadas isoladas. Ainda assim, alertam para os limites das conclusões quando a amostragem é reduzida, evitando extrapolações sem respaldo.

Na política regional, a disputa pelo governo de Rondônia em 2026 começa a se desenhar com polarização entre o senador Marcos Rogério (PL — Ji-Paraná) e o ex-prefeito Hildon Chaves (União Progressista — Porto Velho). Para a Assembleia Legislativa, nomes como Laerte Gomes (Ji-Paraná), Ieda Chaves (Porto Velho), Alex Redano (Ariquemes) e Jean de Oliveira aparecem como pré-candidatos com boas chances de reeleição.

Espera-se uma grande renovação na bancada de Rondônia na Câmara dos Deputados. Dois atuais deputados federais, Silvia Cristina (PP — Ji-Paraná) e Fernando Máximo (PL — Porto Velho), estão sendo contabilizados entre os que migrarão para candidaturas ao Senado, o que abre vagas. Parlamentares como Rafael Fera (Ariquemes) e Cristiane Lopes (Podemos — Porto Velho) figuram entre os nomes vulneráveis, enquanto Lucio Mosquini (PL) surge fortalecido na região central.

Em âmbito estadual na Região Amazônica, alguns senadores já despontam como pré-candidatos aos governos: Alan Rick (Republicanos — Acre), Marcos Rogério (PL — Rondônia) e Omar Aziz (Amazonas). No Pará, a vice-governadora Hanna Ghassan (MDB), que assumiu o cargo, mantém posição de destaque, e no Amapá o MDB tem potencial com o Dr. Furlan, ex-prefeito de Macapá. São cenários iniciais, sujeitos a mudanças até 2026.

O PSDB registra perda de força em Rondônia, onde o partido já teve grande influência eleitoral. Em outros estados da região Norte o partido ainda mantém espaços e lideranças locais, mas a situação em Rondônia é apontada como uma queda acentuada em sua presença política.

Em Porto Velho, um déficit de mão de obra qualificada tem afetado construtoras, empreiteiras e supermercadistas. A escassez de pedreiros, carpinteiros, pintores, eletricistas e encanadores tem encarecido obras e dificultado contratações; a cidade registra centenas de vagas por preencher. Entre as causas apontadas está a menor disposição de parte da geração mais jovem a assumir trabalhos pesados, o que também reduz a oferta para pequenos reparos.

Fontes locais alertam para o avanço de facções criminosas na Amazônia, com atuação em garimpos ilegais, extração de madeira, grilagem de terras e influência política, o que exige atenção nas eleições de 2026. Entre outras movimentações políticas e eleitorais, comunicadores de Porto Velho como Adilson Honorato (Bandeirantes) e Augusto José (Recorde) estão sendo mencionados em articulações para candidaturas à Assembleia Legislativa; o cabo Dalciolo decidiu disputar a Presidência da República com base eleitoral no Rio de Janeiro; e a prefeitura de Porto Velho iniciou revisão do plano diretor para atualizar o ordenamento urbano.

Matéria por Carlos Sperança

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Universidade Federal de Roraima; Revista Pesquisa do Cretáceo; Carlos Sperança