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  • 06 Aug, 2026

Usar Forças Armadas como polícia na Amazônia ignora as causas do crime; é preciso fortalecer polícias e políticas comunitárias para reduzir a violência.

Se funcionasse

A proposta de empregar as Forças Armadas como polícia na Amazônia tem ampla aceitação em parte da população, mas é equivocada. Transformar militares em força policial afronta sua missão constitucional e revela, antes de tudo, desinteresse em equipar e fortalecer as polícias civis e militares para que cumpram seu papel de prevenção e repressão ao crime.

Além disso, tratar a violência apenas com ações reativas nas ruas ignora suas causas estruturais. Sem diagnóstico e políticas que atuem em educação, emprego, inclusão social e coesão comunitária, o resultado tende a ser mais crime, maior necessidade de repressão e propostas ineficazes.

Exemplos internacionais mostram que a presença ostensiva de polícia não é a única resposta: em locais onde predomina o senso de comunidade há menos necessidade de policiamento visível. Onde impera a lógica do “nós contra eles”, aumentam incompreensões, queda da solidariedade e escalada da violência.

Corrida do ouro

Porto Velho enfrenta uma nova corrida do ouro, com garimpo intenso no Palmeiral, margens do Rio Madeira no Belmont e em distritos ribeirinhos como São Carlos e Calama. A migração de agricultores para o garimpo já reduz a oferta de melancias produzidas no Baixo Madeira, que deixam de ser cultivadas durante a temporada.

O garimpo também provoca contaminação por mercúrio nas águas e nos peixes, afetando até os mananciais que abastecem a capital rondoniense. O risco ambiental se soma a um cenário climático adverso: com a chegada do super El Niño, projeta-se uma das secas mais severas dos últimos anos, ameaçando ainda mais recursos hídricos e produção agrícola.

A devoção

Mesmo fora da disputa por inelegibilidade, o ex-governador Ivo Cassol mantém papel de consultor político em Rondônia. Candidatos a governador continuam a procurá-lo por orientações e apoio, apesar da avaliação disseminada de que, nas campanhas que apoia, seu desempenho costuma ser pouco providencial — e sua influência mais forte quando é o próprio candidato.

Rocha, nem aí

O governador Marcos Rocha (PSD) está em viagem internacional à China por quase duas semanas e tem se mantido distante dos palanques na campanha do candidato apoiado pelo governo, Adailton Fúria. A ausência oficial motivou especulações: pode ser uma estratégia de distanciamento por pedido do próprio candidato, consequência do desgaste político nas bases, ou sinal de descontentamento do governador com a composição da coordenação de campanha. Resta acompanhar se a relação entre Rocha e Fúria será normalizada ou aprofundará eventuais atritos até a reta final.

Grande evento

Neste sábado, dia 11, a deputada federal Silvia Cristina (PP) fará o lançamento da pré-candidatura ao Senado no Clube Vera Cruz, em Ji-Paraná. Vinculada à Federação União Progressista (União Brasil e Partido Progressista), ela aparece como uma das favoritas nas primeiras pesquisas para uma das cadeiras ao Senado, sustentando seu desempenho em especial pela atuação em pautas de saúde em Rondônia. A candidatura será confirmada nas convenções partidárias, que acontecem após o dia 20 e vão até 5 de agosto.

Leoni nas paradas

O apresentador Everton Leoni, licenciado do seu programa na SIC TV e com histórico como vereador e deputado estadual, é candidato a vice na chapa de Adailton Fúria. Leoni tem percorrido órgãos públicos e bairros da capital para reforçar a campanha chapa-branca, com o objetivo de ampliar a presença do candidato em Porto Velho, onde a disputa local ainda é liderada pelo ex-prefeito Hildon Chaves.

Via direta

O deputado federal Lúcio Mosquini (PL) teve aprovado projeto para suspender embargos ambientais por até 24 meses.

Em recesso, a Assembleia Legislativa de Rondônia registra ao menos 20 deputados estaduais interessados na reeleição.

O deputado Camargo disputa a vaga de vice-governador na chapa do senador Marcos Rogério; o deputado Ezequiel Neiva concorre a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O prefeito Leo Moraes mantém a Rua do Hexa aberta aos domingos como opção de lazer e encontro comunitário.

Fonte das informações: Rondoniaovivo

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