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  • 09 Jun, 2026

Entre interesses comerciais de EUA e China no Brasil e a pausa eleitoral pela Copa, candidatos em Rondônia afinam estratégias para a disputa ao governo.

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O posicionamento internacional dos Estados Unidos e da China no Brasil tem se dado mais por interesses comerciais do que por tentativas de dominação política. Com a globalização e a interdependência econômica, impor a escolha entre blocos tornou-se inviável; em vez disso, as potências buscam acesso a recursos e mercados.

Um ponto estratégico é a reserva de terras raras: o Brasil aparece como a segunda maior detentora desses minerais, atrás apenas da China. Diante dessa condição, a administração norte-americana tem demonstrado atenção às relações com Brasília, enquanto a China amplia investimentos, sobretudo em setores ligados ao comércio e com foco na região amazônica. Na prática, os dois países procuram viabilizar negócios que atendam a seus interesses econômicos, o que também pode trazer benefícios locais.

No plano doméstico, a agenda política de Rondônia vem sendo moldada pelo calendário eleitoral e por eventos de curto prazo. A Copa do Mundo, no mês de julho, tende a reduzir a intensidade do noticiário político até o encerramento da competição; em seguida, a temporada de convenções partidárias, previstas para o início de agosto, definirá oficialmente candidatos a governador e demais cargos estaduais e federais, dando início à reta final das campanhas.

Na disputa pelo Palácio Rio Madeira, os postulantes já articulam estratégias. O senador Marcos Rogério (PL) busca vencer em primeiro turno para evitar um segundo turno, onde alianças contra o favorito costumam se formar. A capital, Porto Velho, é apontada como seu ponto fraco devido à alta rejeição local; por isso, Rogério intensificou ações na cidade e incorporou o apoio do prefeito Leo Moraes à sua aliança.

O candidato Adailton Fúria (PSD) enfrenta a mesma dificuldade em Porto Velho. Conta com o aparato do atual governador Marcos Rocha, a coordenação do clã Rocha, o respaldo político do ex-governador Ivo Cassol e escolheu como vice o ex-deputado Everton Leoni. Seu objetivo é consolidar desempenho na capital para levar a disputa ao segundo turno, onde enfrentaria, provavelmente, Marcos Rogério.

Já o pré-candidato Hildon Chaves (Federação União Brasil/Progressistas) busca manter e ampliar a vantagem em Porto Velho, além de acelerar a mobilização no interior do estado para melhorar seu desempenho regional. A estratégia de Chaves inclui evitar ataques diretos a adversários com os quais pode negociar apoios em um eventual segundo turno e manter postura comedida em relação ao atual governo.

O PT local aposta na aliança entre a campanha e iniciativas federais para alavancar a candidatura do ex-deputado Expedito Neto. O pacote de obras e investimentos apontado como alavanca eleitoral inclui o início das obras da ponte binacional em Guajará-Mirim, a retomada de trechos paralisados da BR-364 e projetos de infraestrutura portuária, como o Expresso Porto, destinados a retirar caminhões do centro de Porto Velho e facilitar a exportação de grãos.

Historicamente, Rondônia foi palco de grande migração nas décadas de 1980 e 1990, o que explica a frequência de candidatos "forasteiros" eleitos ao longo das últimas décadas. Com a aproximação das convenções e da campanha formal, a atividade legislativa estadual tende a reduzir, já que muitos deputados concentram bases eleitorais no interior.

No setor privado, a rede Gonçalves de supermercados consolidou sua presença regional: com a abertura de mais uma unidade em Porto Velho, o grupo tornou-se um dos maiores do setor na região Norte, quase cinco décadas após a fundação em Jaru.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo